quinta-feira, 28 de março de 2013

Dica de Vestibular: DENGUE


       Bom pessoal, alguns temas merecem destaque para o vestibular. Para aqueles que se mantém informados, as recentes notícias sobre os casos de dengue no Brasil, mostram o total descaso do governo com a população. O problema, para o governo, é que a dengue não acomete apenas a população mais carente, afinal de contas, seu vetor (agente transmissor) é um mosquito denominado Aedes aegypti (lembrem-se, nome científico deve ser escrito corretamente de acordo com a nomenclatura binomial). Aqueles que se preocupam em eliminar o vetor acabam pagando por aqueles que não estão nem aí (muitas vezes seu próprio vizinho). É preciso acabar com os focos de reprodução eliminando toda e qualquer água parada em sua residência. Basta lembrar que o mosquito que nasce no vizinho, voa.
        Por estes motivos, a conscientização, mais uma vez, é a melhor forma de prevenção contra esta que pode se tornar uma epidemia nacional. O agente causador da doença é um vírus (Flavivirus) que apresenta RNA de cadeia simples. Existem quatro variedades do vírus (tipo 1, 2, 3 e 4). Na forma mais branda da doença (conhecida como dengue clássica), os principais sintomas são: febre, dores musculares, dores nas juntas (febre quebra-osso), manchas vermelhas na pele com pequenas manifestações hemorrágicas. Estes sintomas regridem dentro de uma semana, mais ou menos.
       A forma mais grave, conhecida como dengue hemorrágica, ocorre se houver contato posterior com algum outro sorotipo do vírus. Os sintomas inicias são parecidos mas, no terceiro ou quarto dias, começam a ocorrer sangramentos internos, dores abdominais com períodos alternantes de agitação e letargia, podendo levar o indivíduo à morte.
        O mosquito vetor, Aedes aegypti é muito comum no Brasil e de fácil reconhecimento. Apresenta o corpo todo rajado de branco e preto (se olhar de perto, verá essas marcas nas patas). Se você encontra esse mosquitos diariamente em sua casa não se desespere pois somente aqueles contaminados com o vírus é que transmitem a doença. Vale lembrar que somente a fêmea desta espécie é que pica, o macho se alimente de néctar e sucos vegetais.
Não há tratamento específico para a doença, os médicos utilizam antitérmicos, analgésicos e reposição líquida no combate à doença. Antiinflamatórios e aspirina (ácido acetilsalicílico) não devem ser tomados pois favorecem as heomorragias.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Pesquisadores tentam reverter extinção de espécies de animais

Como biólogo a idéia de ver uma animal extinto novamente vivo é maravilhosa porém não compartilho com esta possibilidade visto que as consequências serão imprevisíveis!!   Vale a pena a leitura desta matéria pra vislumbrar a que ponto chegamos na tecnologia de manipulacão genética!! Lembrem-se, Biotecnologia é tema recorrente nos vestibulares!


Até pouco tempo atrás, a seta da seleção natural parecia avançar em só uma direção. Uma espécie se formava, crescia e depois se extinguia. E, uma vez extinta, não podia mais retornar.
Agora, cientistas dizem enxergar outra possibilidade. "Talvez não possamos adiar a morte, mas possamos revertê-la", disse o geneticista George Church, da Escola Médica de Harvard.
Até hoje, só uma espécie extinta foi ressuscitada, e o filhote que nasceu, em 2003, viveu por apenas alguns minutos. Era um íbex dos Pireneus, animal semelhante a uma cabra, que vagava pelos penhascos entre a Espanha e França até que o último indivíduo morreu, em 1999.
O método empregado foi a clonagem. Foram usadas células congeladas do último dos animais para tentar criar um exemplar novo.
Numa conferência em Washington, neste mês, cientistas australianos falaram sobre a tentativa de ressuscitar a rã "incubadora" (Rheobatrachus silus), sumida há cerca de um quarto de século.
Até agora, o chamado Projeto Lazarus só criou embriões que logo morreram.
Editoria de Arte/Folhapress
MÉTODOS
Apesar de os esforços serem iniciais, cientistas já estão pensando em maneiras de trazer muitas espécies de volta, como o mamute-lanoso, um cavalo de 70 mil anos atrás que vivia no Canadá e o pombo-passageiro.
Mas é preciso ter cautela, dizem pesquisadores. Ross MacPhee, curador de mamíferos no Museu Americano de História Natural, em Nova York, disse que, embora fascinante do ponto de vista científico, trazer as espécies extintas de volta requer mais reflexão. "Quem vai fazer isso, e quais são as regras?"
Supondo que os humanos sejam capazes de ressuscitar espécies extintas, será que deveriam fazê-lo?
A clonagem real requer uma célula intacta de uma espécie extinta. Especula-se que possa haver células congeladas intactas de espécies como o mamute-lanoso no permafrost (solo congelado), no Ártico.
George Church, no entanto, disse que ele e a maioria dos cientistas creem que o máximo que pode ser encontrado, como já aconteceu, são fragmentos de DNA.
Mas novas tecnologias sugerem outro método, que só requer algum material genético. A ideia é comparar o DNA da espécie extinta ao de uma espécie atual relacionada e substituir pedaços do código genético do bicho de hoje por fragmentos do DNA do animal extinto, inseridos em células da espécie existente. Essas células híbridas seriam usadas para a clonagem.
Depois de algum tempo, o animal resultante teria DNA suficiente da espécie extinta para assemelhar-se a ela.
Outra possibilidade cogitada é a seleção artificial de animais domésticos atuais para obter uma raça com fenótipo semelhante ao de um ancestral selvagem extinto.
Isso poderia funcionar com o auroque, por exemplo, uma raça antiga de gado selvagem. Acredita-se que a maioria de seus genes distintivos ainda exista espalhada entre as variedades de gado de hoje. Cientistas poderiam reproduzir essas variedades, selecionando descendentes com cada vez mais material genético do auroque.
Teoricamente, seria possível fazer a seleção de humanos para trazer de volta o neandertal, afirmou Hank Greely, diretor do Centro de Direito e Biociências da Universidade Stanford.
Segundo ele, de 2% a 3% do DNA humano parece ser feito de relíquias do DNA neandertalense. Mas Greely acrescentou que, evidentemente, "é inviável fazer uma seleção de 500 gerações humanas, sem falar que seria uma péssima ideia".
JUSTIÇA
Existem muitos argumentos contra alterar o caráter permanente da extinção, até para fins legais.
"Suponhamos que uma empresa queira construir no último pedacinho de terra habitado por uma ave ameaçada. Ela poderia dizer: 'Vou pagar pelo congelamento de células da ave. E, agora, vamos à construção de nosso campo de golfe'", afirma Greely.
Por outro lado, ressuscitar espécies pode ser uma questão de justiça. Tome-se o caso dos pombos-passageiros. "Acabamos com eles. Não deveríamos trazê-los de volta?"
Em última análise, o que seduz Greely e outros cientistas na ideia de trazer espécies extintas de volta à vida é que isso seria assombroso.
"Seria o máximo ver um mamute-lanoso, um tigre-dentes-de-sabre ou uma preguiça-gigante. Não estamos falando em 'Parque dos Dinossauros', mas em Parque do Pleistoceno, 100 mil ou 200 mil anos atrás. Há muitíssimos animais bacanas que deixaram de existir nos últimos 200 mil anos."

Fonte: Site da Folha de S. Paulo

sexta-feira, 22 de março de 2013

DIA INTERNACIONAL DA ÁGUA !!

  Olá pessoal, passo pra lembrar do dia de hoje: 22 de março, o Dia Internacional da Água.

     Fiquem atentos a este tema, tão recorrente nos vestibulares e tão importante para a vida no planeta. Aproveitem para ler tudo o que aparece sobre o assunto e ficar por dentro do tema na hora das provas!!!


   Aqui vão alguns links interessantes pra vocês!!

    - CETESB:  http://www.cetesb.sp.gov.br 
      Muitas informações interessantes sobre a qualidade da água no Brasil além de outros problemas envolvendo a poluição em geral!!

    - ANA: http://www2.ana.gov.br/Paginas/default.aspx
       A Agência Nacional de Águas também traz informações interessantes para usar na provas de vestibular!!

    - Documentário: Flow - For love of Water. Moçada este documentário de 2008 é bastante interessante. As outras partes (oito partes ao todo) vocês encontram no Youtube. Vale a pena assistir!!
       Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=_I1SCNoUjSE


   Boa leitura e bom documentário a todos!!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

DICA DE VESTIBULAR


Cada vez mais frequente no vestibular, a FEBRE MACULOSA gera algumas dúvidas. O texto abaixo, além de tratar da doença, explica o que o termo micuim significa!!! Aqueles que ja tiveram contato com esses animaizinhos sabem que a situação é bastante incômoda (experiência própria)!!! Aproveitem!!


O chamado micuim ou carrapato-pólvora é a larva do carrapato-estrela (Amblyomma cajennense), espécie nativa do Brasil e muito comum nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Na natureza, é encontrada em animais silvestres, em especial, na anta e na capivara. Com a introdução do cavalo pelos colonizadores, o carrapato-estrela achou um hospedeiro ideal, com pouca imunidade à praga e com boa tolerância às infestações. Não existe notícia de cavalo que tenha morrido em decorrência de ataque do carrapato-estrela. Há muitas outras espécies de carrapato (só no Brasil, são cerca de 55), como o carrapato-de-boi (Boophilus microplus) e o encontrado nas orelhas dos eqüinos (Anocentor nitens), mas o estrela é o que causa mais problemas ao ser humano.
O ciclo de vida do carrapato-estrela é de exatamente um ano. No período das águas, de outubro a março, as fêmeas adultas fecundadas caem ao chão e cada uma delas põe cerca de 7 mil ovos que, ao eclodirem, darão origem aos micuins. É muito comum se observarem nos pastos, entre abril e julho, verdadeiros bolos de micuins sobre arbustos, à espera de um hospedeiro. Quando um cavalo, um animal silvestre ou mesmo o homem esbarram no local, as larvas aproveitam para se instalar. Depois de se alimentarem de sangue, caem novamente ao solo e sofrem uma muda transformando-se em ninfas.
Na fauna silvestre do Sudeste e do Centro-Oeste, as antas e as capivaras são os animais preferidos pelo carrapato-estrela, cuja forma larval é o micuim ou o carrapato-pólvora
VermelhinhosAs ninfas são os chamados vermelhinhos, maiores e mais visíveis que os micuins, e que também procuram um hospedeiro. Ocorrem de julho a novembro e podem parasitar o ser humano. Com as ninfas, acontece o mesmo que com os micuins, ou seja, após se alimentarem do sangue do hospedeiro, caem ao chão e sofrem nova muda, chegando finalmente à idade adulta, o que acontece entre outubro e março. Os adultos, que são os carrapato-estrelas propriamente ditos, podem viver até dois anos no solo sem se alimentar, à espera do hospedeiro. Nessa fase, raramente infestam o homem. Ao se fixarem no animal, alimentam-se e realizam a cópula. Em seguida, as fêmeas caem ao chão para desovar, concluindo assim o ciclo de vida da espécie.
O combate ao carrapato-estrela pode ser feito tanto no pasto quanto nos animais infestados. Pastagens sujas (com mato alto, vassouras, assa-peixe etc.) são meios ideais para a proliferação dos carrapatos, pois os ovos encontram sombra e proteção. Uma medida eficaz, que evita o uso de venenos, é roçar o pasto rente ao solo uma vez por ano, na época das águas, de preferência com roçadeira mecânica. Com o capim baixo, os ovos ficarão expostos ao sol e não vingarão, quebrando-se o ciclo do parasita. Fora esse procedimento, a aplicação de banhos carrapaticidas nos cavalos pode resolver o problema. Em altas infestações, esse banhos têm que ser dados de sete em sete dias, de abril a outubro, combatendo-se as fases de larva e de ninfa. Muitos fazendeiros iniciam a aplicação na fase adulta dos carrapatos, quando eles se tornam mais visíveis. Porém, nessa fase eles são mais resistentes ao veneno, e o tratamento não surte o efeito desejado. A partir do segundo ou terceiro ano, feito o tratamento de forma correta, os resultados começam a aparecer. Pode-se então diminuir a freqüência dos banhos.

Febre maculosa: O carrapato-estrela é vetor de uma grave doença que ataca o ser humano: a febre maculosa. Causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, mata mais de 80% das pessoas acometidas pelo mal quando não tratadas a tempo. Pode ocorrer em todo o Sudeste do Brasil, sendo que na região de Campinas, no interior paulista, foi registrado o maior número de casos nos últimos anos.
A bactéria ataca as células que revestem os vasos sanguíneos do sistema circulatório, ocasionando graves distúrbios circulatórios no organismo, principalmente no cérebro. Passa para o homem quando um carrapato infectado fica mais de quatro horas fixado sobre a pele da pessoa. De seis a 12 dias depois, começam a aparecer os sintomas. Primeiramente, uma febre alta que persiste mesmo com o uso de medicamentos, dores musculares, fadiga, dor de cabeça e enjôo. Depois de três dias de febre, começam a aparecer pequenas manchas vermelhas, especialmente nas mãos e nos pés, que se espalham pelo corpo com o passar do tempo. Se o tratamento médico, que é feito à base de antibióticos, não foi iniciado até esse momento, dificilmente o doente irá se recuperar. Nesse caso, a morte pode ocorrer em menos de uma semana após o surgimento dos primeiros sintomas. Os sintomas da febre maculosa são confundidos com os de muitas doenças como gripe forte, meningite, sarampo e leptospirose. Portanto, para o correto diagnóstico, é importante que o paciente informe ao médico que passou por uma área infestada por carrapatos.

domingo, 30 de setembro de 2012

IMPRESSIONANTE! A que ponto chegamos!!

   Olá pessoal, deixo aqui um link para todos aqueles que às vezes, assim como eu, se sentem envergonhados em lembrar que fazemos parte de uma espécie capaz de cometer atos de extrema covardia e desrespeito contra seus semelhantes. Este mini documentário a respeito dos "Piratas da Somália"  mostra a duríssima realidade deste país esquecido pelo resto do mundo, ou melhor dizendo, destruído pelo resto do mundo!!

http://www.youtube.com/watch?v=nbbiA67ArEQ

quarta-feira, 20 de junho de 2012

DICAS DE DOCUMENTÁRIOS PARA AS FÉRIAS



Documentário: " O VENENO ESTÁ NA MESA "  
 Relata a situação dos agrotóxicos em nosso país. Vale a pena assistir afinal de contas somos nós que ingerimos esses produtos altamente tóxicos à nossa saúde e só depende de nós pra que essa situação mude!!! Se possível repassem pra que a maior parte das pessoas tenha conhecimento do fato.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=kc60Hg7M394

Documentário: "OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA"
 Discute a estratégia capitalista de aumentar as vendas diminuindo a vida útil dos produtos. Vale a pena assistir!!!

http://www.youtube.com/watch?v=XW5pOx2ZI9c

Documentário: "FLUXO - PELO AMOR `A ÁGUA"
 Discute a crítica situação da disponibilidade de água potável para as pessoas ao redor do mundo.


http://www.youtube.com/watch?v=lHAAENMFVQc

SEMANA QUE VÊM POSTAREI OUTROS DOCUMENTÁRIOS.

DEIXEM SEUS COMENTÁRIOS!!

quarta-feira, 21 de março de 2012

DESCOBERTO NOVO DNA EM CÉLULAS HUMANAS!!!

Novo DNA

Pesquisadores encontram em células saudáveis de humanos e camundongos dezenas de milhares de pequenas moléculas de um DNA até então desconhecido. O material genético descoberto é circular e não faz parte do nosso genoma.

       Novo DNA encontrado no núcleo de células humanas sadias é circular e milhões de vezes mais curto que o DNA cromossômico. (montagem: Sofia Moutinho/ Sxc.hu)
Todas as células do nosso corpo têm a mesma informação genética, certo? Errado. Um grupo internacional de pesquisadores acaba de descobrir em tecidos sadios de humanos e camundongos uma nova forma de DNA proveniente de pequenos cortes no DNA cromossômico. Esse material genético não está presente no núcleo de todas as células, o que significa que temos células com diferentes sequências de DNA – um verdadeiro mosaico genético.
O novo DNA foi batizado de microDNA por ser muito pequeno, com no máximo 400 unidades básicas (bases nitrogenadas) – uma quantidade ínfima se comparada aos cerca de 3 bilhões do DNA cromossômico. Além disso, ele não tem a forma de uma hélice linear, mas sim circular. 
O microDNA não está presente no núcleo de todas as células, o que significa que temos células com diferentes sequências de DNA – um verdadeiro mosaico genético
DNAs circulares são comuns em bactérias e já haviam sido encontrados em mamíferos, mas em maior tamanho e somente em células cancerosas. Até hoje os cientistas não sabem precisar a sua origem. Alguns acreditam se tratar de uma mutação. Outros apostam que o DNA circular é formado por pedaços de DNA cromossômico que, por alguma razão, se desprendem e têm suas pontas unidas em círculo.
A nova pesquisa, publicada na edição eletrônica da Science, comprova que pelo menos o microDNA tem origem em pequenos cortes de DNA cromossômico, chamados no jargão científico de microdeleções. Os pesquisadores supõem que esses cortes sejam provocados por um erro durante a duplicação celular.
Para chegar a essa conclusão, a equipe de pesquisadores realizou o sequenciamento genético dos microDNAs e também do DNA cromossômico encontrados em células humanas e de camundongos. As sequências de unidades básicas do microDNA foram comparadas com os cortes presentes no DNA comum e eles perceberam que os pedaços pareciam se encaixar como peças de um quebra-cabeça.
“Nossas análises das sequências de DNA mostraram que algumas sequências do segmento linear de DNA que normalmente se apresentam em nossos cromossomos tinham se juntado formando um círculo”, conta Anindya Dutta, bioquímico da Universidade da Virgínia, Estados Unidos, e líder do estudo.

     O microDNA é formado por pequenos cortes no DNA cromossômico. (imagem:Sofia Moutinho)
Enquanto algumas das células analisadas durante a pesquisa não apresentavam um microDNA sequer, outras continham dezenas de milhares deles. Os pesquisadores também constataram que todos  tiveram origem em segmentos de DNA com genes ativos, e não no DNA lixo – como é chamada a maior parte de nossos genes, que ainda não tem função conhecida.

Possível indicador de doenças

De acordo com o líder do estudo, a falta dessas sequências de genes em algumas células deve ser mais estudada, pois pode ter relação com doenças como a esquizofrenia e o autismo, ambas causadas por predisposições genéticas, mas que ainda não tiveram um gene específico a elas associado.
Dutta explica que a presença de microDNAs também pode ser um indicativo de risco de câncer. Isso porque o corte no DNA cromossômico pode retirar os chamados genes de supressão de tumor que, como diz o nome, reduzem a chance de uma célula se tornar um tumor.
“Todas as nossas células têm duas cópias de cada um desses genes, uma do pai e outra da mãe”, explica. “Para perder a atividade desse gene, as duas cópias precisam ser desativadas, e agora temos que assumir a possibilidade de que elas possam ser desativadas em algumas células de um tecido por causa do processo que leva à formação dos microDNAs.”
O próximo passo da pesquisa será justamente estudar as ligações entre o novo DNA e doenças. Além disso, a equipe também pretende verificar se existem características comuns aos microDNAs de um mesmo tecido.

Incertezas

O biólogo Milton Moraes, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reconhece a relevância da descoberta, mas ressalta que ainda é muito cedo para fazer algumas afirmações como, por exemplo, a de que os cortes que geram o microDNA têm mesmo origem em erros durante a duplicação celular.
Milton Moraes, da Fiocruz, reconhece a relevância da descoberta, mas ressalta que ainda é muito cedo para fazer algumas afirmações
Moraes aponta a possibilidade de que os microDNAs estejam ligados a processos de morte celular. “Quando células sofrem um processo de morte celular, há geração de fragmentos de DNA tão pequenos quanto os microDNAs descobertos”. E prossegue: “Então, pode ser que haja alguma relação entre os mecanismos de indução de morte celular e a formação de microDNA.”
“A descoberta é sem dúvida uma boa novidade”, reforça Moraes. “Mas é bom lembrar que uma pesquisa como essa deve levar pesquisadores de diversas áreas a buscar os microDNAs em seus modelos de estudos e, apenas a partir dessa nova onda de resultados, é que poderemos avaliar o que de fato representa esse achado.”

Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-line

sexta-feira, 2 de março de 2012

VALE A PENA LER !!

  No país que mais consome agroquímicos no mundo (é isso mesmo, o nosso!), existem iniciativas interessantes para a saúde da população  e que por isso deveriam  ser mais divulgadas. Como tema central desse artigo está o controle biológico, assunto que aparece com certa frequência nos vestibulares, por isso, fiquem atentos!!
Boa leitura.      


“Bug Agentes Biológicos” – Empresa paulista é eleita uma 
das mais inovadoras do mundo
Revista Fast Company coloca Bug Agentes Biológicos, que teve apoio da FAPESP, como uma das 50 mais inovadoras, em lista encabeçada por Apple, Facebook e Google


Uma empresa localizada em Piracicaba, no interior de São Paulo, está entre as 50 companhias mais inovadoras do mundo de acordo com o ranking da revista norte-americana de tecnologia Fast Company.

  

Trata-se da Bug Agentes Biológicosstart up fundada por estudantes de pós-graduação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), e que teve apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).
bug-agentes-biologicos
A empresa de controle biológico foi apontada pela revista norte-americana como a 33ª mais inovadora mundialmente, na lista encabeçada pelos gigantes de tecnologia Apple, Facebook e Google. A Bug foi considerada pela publicação a mais inovadora do Brasil, à frente da Petrobras e da Embraer.

Fast Company destaca que a Bug produz em massa vespas para combater larvas e percevejos que ameaçam lavouras de cana-de-açúcar e de soja, que representam as duas maiores e mais lucrativas culturas agrícolas do Brasil. E que, em 2011, começou a aperfeiçoar uma maneira de liberar as vespas que produz em plantações de cana-de-açúcar da mesma forma como os inseticidas são pulverizados sobre lavouras da cultura por meio de aviões.
“O Brasil é o terceiro maior exportador agrícola do mundo (atrás dos Estados Unidos e da União Europeia) e ultrapassou recentemente os Estados Unidos como o maior consumidor de pesticidas. A Bug tem a única alternativa aos inseticidas aprovado pelos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde”, afirmou a revista.
A Bug desenvolveu soluções a partir de um dos métodos mais antigos utilizados pela humanidade para controlar pragas agrícolas, em que se produz em grande escala insetos programados para atingir e controlar seus inimigos naturais no campo, evitando infestações e danos às plantações.
A empresa se destaca no setor de controle biológico ao produzir parasitoides específicos para controlar ovos de pragas, o que não costuma ser feito pelos insetos produzidos pelas empresas do setor, em sua maioria estrangeiras.
“Geralmente, as outras empresas de controle biológico produzem parasitoides que controlam lagartas, insetos que já nasceram, que atacam a planta e que só então serão controlados. Nós produzimos parasitoides que controlam o ovo da lagarta ou do percevejo, impedindo que eles venham sequer nascer e causar prejuízos”, disse Alexandre de Sene Pinto, um dos fundadores e sócio da empresa, à Agência FAPESP.
A empresa iniciou suas atividades produzindo microvespas Cotesia flavipes – que parasita lagartas (Diatraea saccharalis) de uma praga conhecida como broca da cana-de-açúcar, que ataca lavouras de cana – e Trichogramma galloi, que são parasitoides dos ovos da mesma praga.
Segundo Sene Pinto, utilizada no Brasil desde a década de 1970 no controle da broca de cana-de-açúcar, em um dos maiores programas de controle biológico do mundo, a Cotesia flavipes não estava funcionando bem em algumas áreas de cultivo da cultura no país nos últimos anos, o que levou à entrada de inseticidas no segmento.
“Isso nunca tinha ocorrido na cultura de cana-de-açúcar que, tradicionalmente, sempre utilizou controle biológico e não dava espaço para os agrotóxicos. Mas, de repente, os inseticidas começaram a ganhar espaço”, disse.
Para tentar frear o avanço dos produtos químicos na cultura da cana-de-açúcar, a Bug começou a produzir e a utilizar nas plantações da cultura vespas Trichogramma galloi, que até então não eram utilizadas no cultivo da planta.
Hoje, de acordo com Sene Pinto, a área plantada com cana-de-açúcar controlada com o inseto no Brasil aumentou de forma exponencial, atingindo 500 mil hectares. “É um programa de controle biológico único que caminha para ser um dos maiores do mundo”, disse.

FONTE:  Blog Eco4u


sexta-feira, 4 de março de 2011

TABELA DOS PRINCIPAIS MINERAIS DO CORPO!!

Olá moçada,
no link abaixo deixo disponível uma tabela com as principais funções, as deficiências e os alimentos em que são encontrados os principais minerais do nosso corpo.

Aproveitem!!

http://www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/bom_apetite/tabelas/sai_min.htm

PESQUISAS COM ANIMAIS !!

Olá moçada,

como primeira postagem do ano, deixo pra vocês um link com um artigo do jornal o Estado de S. Paulo em que um repórter de assuntos científicos faz uma análise sobre as pesquisas realizadas em cobaias. Sem dúvida nenhuma um tema muito discutido e que muitas vezes é mal interpretado por leigos no assunto. Se você ainda não tem uma opinião formada sobre o assunto, este artigo pode esclarecer alguns pontos importantes caso você tenha que abordar este assunto numa redação de vestibular.

Espero que aproveitem
Abração a todos!!!

http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/pesquisas-com-animais/