sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Galápagos tem 10 anos para ser salvo de desastre ecológico , diz especialista

Construção e invasão de espécies ameaçam animais como o iguana
As Ilhas Galápagos, no Equador, têm apenas uma década para serem salvas de um desastre ecológico, alertou o diretor da Fundação Charles Darwin, Gabriel Lopez.

Em uma entrevista exclusiva à BBC para marcar os 200 anos do nascimento do cientista britânico Charles Darwin, Lopez disse que o arquipélago pode sofrer danos irreversíveis se o turismo na região não for contido.

Ele pediu medidas imediatas, como a limitação do número de visitantes às ilhas.

Galápagos é famoso por abrigar tesouros naturais únicos no mundo e por ter servido de base de observações para que Darwin desenvolvesse a sua teoria da evolução, mostrada no livro A Origem das Espécies, que também em 2009 completa 150 anos.

'Boom'

No ano passado, o número de turistas em Galápagos atingiu um recorde de 173 mil visitantes - quatro vezes mais do que há 20 anos.

O movimento levou a um boomda construção de hotéis e um aumento na "importação" de suprimentos vindos do território continental do Equador.

O resultado é um crescimento vertiginoso do número de espécies de animais "estranhos" entrando nesse ecossistema tão frágil - em 1900, havia 112 espécies registradas; mas em 2007, o total chegava a 1.321.

"O arquipélago ainda é o mais preservado do mundo", reconheceu Lopez. "Mas se essa tendência continuar, a riqueza das ilhas vai ser perdida."


No porto do principal vilarejo, Puerto Ayora, estivadores levam caixas e sacos de arroz e milho de navios cargueiros para lanchas que, em seguida, os distribuem pelas ilhas.

O aeroporto da ilha de Baltra, o único do arquipélago, às vezes comporta seis voos por dia - o dobro do que oito anos atrás.

Todos os aviões são pulverizados com inseticidas antes de aterrissar, mas alguns insetos sobrevivem. Um dos mais agressivos é a formiga-lava-pés, que ataca filhotes de aves e tartarugas jovens, e cuja marcha de uma ilha para outra parece inexorável.

Outra ameaça é uma espécie de mosca parasita, que ataca pintassilgos e mosquitos - que por sua vez podem acabar servindo de vetores para doenças conhecidas no continente mas que ainda não chegaram às ilhas.

Governo

O governo do Equador desenvolveu um plano de ação para tentar conter o problema, mas foi criticado pela Unesco, que em 2007 classificou Galápagos como patrimônio mundial em perigo.

Diante disso, as autoridades estão introduzindo medidas mais rígidas.

O diretor do Parque Nacional de Galápagos, Edgar Muñóz, reconhece que as espécies invasoras são a principal ameaça às ilhas, mas disse que as ações do governo vão resolver a ameaça.

"Esperamos que os problemas diminuam no espaço de 50 anos", disse ele à BBC.

Tentativas já adotadas anteriormente, como o sacrifício de bodes que comiam as plantas que serviam de alimento a tartarugas gigantes, se mostram bem-sucedidas. Mas especialistas alertam que eliminação de alguns insetos será bem mais difícil.

Para o Equador, Galápagos representa uma grande fonte de renda, mas será necessário encontrar um equilíbrio para preservar o que faz as ilhas serem tão especiais.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Narguilé equivale a 100 cigarros, mostra estudo

São Paulo -
Os aromas doces de maçã, morango, hortelã e a água que queima o tabaco dão a impressão de que se trata de algo que não vai causar mal. Mas um estudo da Universidade de Brasília (UnB), divulgado este mês, mostra que uma sessão de narguilé equivale a nada menos do que fumar 100 cigarros. A quantidade de fumaça e substâncias tóxicas inaladas nos dois casos é a mesma.
O cachimbo d’água tem concentrações de nicotina que giram em torno de 4% enquanto o cigarro tem em média 2% da substância. Além disso, segundo o pneumologista Carlos Alberto Viegas, autor do estudo, as sessões de narguilé, de até 80 minutos, expõem o fumante por mais tempo aos malefícios do tabaco. Um cigarro comum costuma ser consumido em oito minutos. São 12 baforadas contra 200. “Resolvi estudar o assunto porque fiquei preocupado com o desconhecimento da população”, disse.
Entre eles está o de que a água aquecida filtra as impurezas do tabaco. Mas apenas 5% das substâncias são retidas, de acordo com os dados levantados pelo pesquisador. Outra falsa informação que circula entre os adeptos do narguilé é de que ele não vicia. As altas concentrações de nicotina denunciam o engano. Também se deve levar em consideração que o ato de compartilhar a biqueira com outras pessoas pode transmitir doenças como herpes e hepatite.

Ritual

Os adolescentes são os que mais têm se rendido ao ritual do narguilé. Nos finais de semana, antes da balada, é comum trocar a água por vodca ou whisky, e ficar bêbado enquanto fuma. No ano passado, uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em São Paulo identificou que 16% dos estudantes de ensino fundamental e médio em São Paulo já tinham experimentado o fumo. “O jovem é atraído pelo ritual, semelhante ao do cachimbo da paz”, diz a psicóloga do comitê antifumo da SBC, Silvia Cury. “E além disso, eles têm a aprovação dos pais, que desconhecem os malefícios do produto.” As informações são do Jornal da Tarde.

Fonte: Abril

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Consumo de quetamina aumenta entre jovens britânicos

A ketamina é um anestésico usado em pessoas e animais
Jovens nas grandes cidades britânicas estão consumindo cada vez mais quetamina, um tranqüilizante de cavalos que pode causar alucinações e levar à paralisia do usuário, segundo um estudo feito pela entidade beneficente britânica DrugScope.
Segundo a organização, os usuários estão ingerindo doses maiores e, além de cheirar o pó e tomar comprimidos da droga, muitos estão injetando a substância direto na veia para efeitos mais fortes.

O aumento no uso da quetamina foi verificado em nove de 20 áreas pesquisadas, entre elas, nas cidades inglesas de Londres, Birmingham, Bristol e Sheffield.

Drogas estabelecidas, como cocaína, maconha e ecstasy, continuam, no entanto, sendo as preferidas dos britânicos.

Mas uma estimativa divulgada pelo Ministério do Interior revela que, entre as quatro principais drogas usadas por pessoas entre 16 e 59 anos no país, quetamina é a única a registrar um aumento no consumo em 2007 e 2008.

Clubber

A quetamina foi declarada ilegal pelas autoridades britânicas há três anos, após ter sido verificado um aumento de sua popularidade como droga de recreação.

Seu uso médico, em baixas doses, como anestésico ou tranqüilizante de cavalos, continua sendo permitido por lei.

Uma pesquisa feita pela revista da DrugScope, Druglink, revelou que, à medida em que o preço da droga cai, usuários fazem experiências com doses cada vez maiores.

O preço de um grama de quetamina caiu cerca de um terço nos últimos três anos, custando hoje cerca de RS$ 68, a metade do preço de um grama de cocaína.
A droga é particularmente popular nas pistas de dança britânicas.

Em doses baixas, o usuário pode ficar eufórico, sentir ondas de energia e possivelmente sinestesia - ou seja, "ver" sons e "ouvir" cores.
Para intensificar seus efeitos, muitos vêm injetando a droga, o que aumenta os riscos de infecções por vírus.

Doses mais altas podem levar à paralisia do usuário. Ele pode sofrer alucinações, vivenciar realidades múltiplas e uma sensação de dissociação consigo próprio e com os outros. Alguns dizem ter tido a sensação de estar fora do próprio corpo.

Acidentes
Os pesquisadores verificaram que, apesar do aumento no uso de quetamina, este ainda é baixo quando comparado ao consumo de drogas como maconha, cocaína e êxtase.
Segundo a DrugScope, por seu efeito intenso, a droga desperta reações de amor e ódio: muitos não gostam da quetamina.
Ela foi associada às mortes de 23 pessoas entre 1993 e 2006. Mas a entidade esclarece que as mortes foram resultado de desorientação por parte do usuário, levando a acidentes, e não como conseqüência de seus efeitos tóxicos.
O diretor da DrugScope, Martin Barnes, disse que os jovens subestimam os perigos associados à droga.
"Os danos da quetamina aumentam consideravelmente em doses altas e os que a injetam ainda correm o risco de se expor ao vírus da hepatite C e ao HIV".

Depoimento

Em entrevista à revista Druglink, uma usuária, hoje com 35 anos, disse que começou a tomar a droga aos 16.
Ela explicou que quem vê um usuário vomitando, rolando pelo chão, incapaz de falar, não sabe que, internamente, a pessoa está tendo alucinações maravilhosas.
Mas hoje acha que a quetamina deve mesmo ser proibida, porque muitos de seu grupo acabaram ficando dependentes da droga e ainda hoje sofrem para se livrar do hábito.

Fonte: BBC Brasil

Pesquisadores criam porcos transgênicos em avanço para transplantes

Os órgãos dos porcos causam reação mais fraca em humanos
Pesquisadores de uma universidade em Munique, no sul da Alemanha, conseguiram criar porcos geneticamente modificados cujas células provocam uma reação relativamente fraca do sistema imunológico, quando em contato com o organismo humano.
O experimento abre caminho para um possível transplante de órgãos desses animais em pessoas.

O novo tecido suíno geneticamente modificado apresenta proteção contra células que compõem o sistema imunológico humano.

Os pesquisadores trocaram um tipo de molécula na superfície das células de porco por um substituto de origem humana.

Passo importante

Os mecanismos naturais de defesa do organismo tornam impossível até agora o transplante de órgãos animais em humanos.

Normalmente, células de defesa destruiriam em poucos dias um órgão de porco implantado em uma pessoa, segundo Elisabeth Weiss, imunologista da Universidade Ludwig Maximilians, de Munique.

Ela é integrante da equipe que desenvolveu o projeto, cujos resultados foram publicados na edição de janeiro da publicação científica Transplantation.

Nas experiências com o novo tecido, foi verificada uma reação do sistema imunológico humano que pode ser tratada por meio de medicamentos.

Os órgãos suínos geneticamente modificados dessa forma ainda não são próprios para transplantes. Os cientistas ainda têm que vencer outras barreiras imunológicas do corpo humano.

Mas, de acordo com Weiss, a modificação que já foi feita nas células dos porcos constitui um passo importante para que um dia órgãos de porcos possam ser usados em humanos.

“Ainda é um caminho longo até que os órgãos possam ser aproveitados”, reconheceu a pesquisadora. “Mas acho que, no caso de alguns órgãos, a idéia já não é mais um sonho de ficção científica.“

Desde os anos 90 a ciência tenta tornar porcos doadores de órgãos apropriados para humanos, lembrou Elisabeth Weiss.

“Porcos comem de tudo, como a gente, e seus órgãos têm mais ou menos as mesmas dimensões que os nossos.”

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

DICA DE VESTIBULAR: HPV (PAPILOMA VÍRUS)

:: A Doença


A infecção pelo HPV é a doença sexualmente transmissível mais comum atualmente. Esse grupo de vírus inclui mais de 100 subtipos diferentes, dos quais mais de 30 são transmissíveis por via sexual, podendo causar infecções genitais tanto em mulheres como em homens.

Dos subtipos que produzem infecções genitais, há dois grandes grupos. Os HPVs de alto risco são aqueles que podem levar a alterações do teste Papanicolau e evoluir para câncer de colo de útero e de outras regiões do trato genital. Os HPVs de baixo risco produzem lesões discretas do teste Papanicolau e também lesões do tipo verrugas genitais. Em geral, este grupo de vírus não está associado à evolução para lesões malignas.

As infecções pelo HPV ocorrem em áreas como vulva, vagina, colo uterino, região perianal, reto e diferentes regiões do pênis.

Estima-se que 50% dos homens e mulheres sexualmente ativos vão adquirir o vírus em algum momento de suas vidas. Como a maior parte dos contaminados produz pouco ou nenhum sintoma, grande parte não sabe que está infectada.

Sabe-se que após alguns meses depois da infecção existe uma eliminação natural do vírus e 90% das mulheres infectadas estarão livres do vírus após dois anos.

:: A Vacina


O Fleury oferece dois tipos de vacinas contra o HPV, a bivalente e a quadrivalente. A vacina quadrivalente reduz o risco de infecção causada por quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Dois deles (6 e 11) estão relacionados a 90% das verrugas genitais. Os outros dois (16 e 18) estão implicados como causa de 70% dos cânceres de colo de útero. Esta vacina é aplicada somente em mulheres de 9 a 26 anos. A vacina bivalente é indicada para a prevenção de infecção causada pelos subtipos 16 e 18 e é aplicada somente em mulheres de 10 a 25 anos.

O motivo dessa restrição é que os grupos estudados durante a fabricação das vacinas se restringiam a mulheres com essas faixas etárias. Embora homens também adquiram o HPV em proporção similar às mulheres, estudos com esse público ainda estão em andamento e a vacina ainda não é indicada para esse grupo. Num futuro breve, conforme novos estudos forem realizados, provavelmente haverá mudanças nessa recomendação e outros públicos poderão ser imunizados.

Pelo mesmo motivo, as vacinas ainda não estão liberadas para gestantes. Caso uma mulher que tenha recebido uma das vacinas descubra que está grávida, deverá aguardar até o fim da gestação para complementar o esquema vacinal.

As mulheres que ainda não iniciaram sua vida sexual terão o maior benefício das vacinas, mas elas também podem ser úteis para as que já têm vida sexual ativa. No entanto, caso já tenham se infectado pelo HPV, essas vacinas não facilitarão cura ou impedirão a evolução para displasias ou cânceres de colo de útero.

As vacinas atuais são de uso exclusivamente preventivo, não tendo nenhum papel no tratamento de lesões genitais ou na eliminação de infecções pelo HPV prévias.

O esquema vacinal de ambas as vacinas preconiza a aplicação de três doses. Para a quadrivalente as doses são aos 0, 2 e 6 meses e para a vacina bivalente, as doses são aos 0, 1 e 6 meses.

Devido à falta de estudos de longo prazo, recomenda-se seguir o calendário vacinal o mais próximo possível das datas preconizadas. Caso as vacinas não possam ser feitas no dia determinado, elas devem ser aplicadas o mais próximo possível. Havendo atraso de alguns dias ou semanas, não haverá perda do efeito das vacinas.

Os efeitos colaterais mais comuns são: dor no local de aplicação, febre, dores musculares e mal-estar geral. Há relatos de síncopes após a aplicação da vacina. Embora este sintoma não pareça ter relação direta com a vacina do HPV, qualquer efeito colateral deve ser reportado ao médico.

FONTE: Fleury laboratórios

terça-feira, 11 de novembro de 2008

AUMENTO NO NÍVEL DO MAR LEVA MALDIVAS A PROCURAR TERRITÓRIOS

O presidente eleito da República das Maldivas, Mohamed Nasheed, anunciou planos para comprar um novo território para o seu povo.
Ele está tão preocupado com o aumento do nível do mar causado pelo aquecimento global que acredita que os habitantes das ilhas que formam o país podem acabar tendo que se estabelecer em outros países.

Com suas praias de areias brancas, palmeiras e mais de mil ilhas e atóis de coral banhadas pelas águas do Oceano Índico, as Maldivas, um ex-protetorado britânico, parecem um paraíso.

Mas seu território está encolhendo a cada ano. No último século, o nível do mar em partes do arquipélago subiu quase 20 centímetros.

As Maldivas são a nação com a costa mais próxima ao nível do mar no mundo - seu relevo mais alto fica dois metros acima do nível do mar.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estimam que o nível do mar pode subir globalmente até quase 60 centímetros este século.


Nasheed teme que até uma elevação pequena possa levar à inundação de algumas ilhas. "Nós não podemos fazer nada para impedir as mudanças climáticas sozinhos então nós temos que comprar terra em outro lugar. É uma apólice de seguros para o pior quadro possível", afirmou.

O turismo traz milhões de dólares para o país anualmente. O plano do presidente eleito é criar o que ele qualifica como um "fundo soberano" (aplicação de parte das reservas internacionais em investimentos de maior risco e retorno) gerado pela "importação de turistas" da forma como os países árabes fizeram com a exportação de petróleo. "O Kuwait investiu em empresas, nós vamos investir em terras", afirmou.

Nasheed procura um lugar próximo, com cultura, culinária e clima semelhantes - possivelmente na Índia ou Sri Lanka. Mas a Austrália também está sendo levada em conta por causa das dimensões de territórios não-ocupados. Ele teme que, se não tomar medidas prevendo o futuro, os descendentes dos 300 mil habitantes das ilhas Maldivas podem se tornar refugiados ambientais.

"Nós não queremos deixar as Maldivas, mas nós não queremos ser refugiados vivendo em tendas por décadas", concluiu Nasheed.

FONTE: BBC BRASIL

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

ESTUDO PREVÊ QUE ELEFANTÍASE SEJA ERRADICADA ATÉ 2020

A filariose linfática pode desfigurar o portador da doença
Uma doença dolorosa, que desfigura o paciente e afeta mais de 100 milhões de pessoas no mundo, a filariose linfática, poderá ser extinta até 2020, segundo especialistas de um projeto patrocinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A filariose linfática, mais comumente chamada de elefantíase, é causada por vermes parasitas e causa muito inchaço dos membros, seios e genitais.

Desde 2000, o projeto patrocinado pela OMS já distribuiu 1,9 bilhão de doses de uma cura simples, combinando dois medicamentos doados sem custo pelas farmacêuticas GlaxoSmithKline e Merck and Co.

Estes medicamentos precisam ser ministrados aos pacientes uma vez por ano durante cinco anos para evitar que a doença se espalhe.

Até o momento, o projeto organizado pelo Programa Global de Eliminação da Filariose Linfática conseguiu prevenir a infecção de cerca de 6,6 milhões de crianças e paralisou o avanço da elefantíase em outras 9,5 milhões de pessoas que já sofrem com o problema.

"Estamos a caminho de alcançar nosso objetivo, a eliminação (da doença) até 2020", afirmou Mwele Malecela, presidente do programa.

"Quando fizermos isso, este programa servirá como o principal caso para estudos sobre como ampliar de forma global programas de eliminação de doenças", acrescentou.

O sucesso do programa foi relatado em uma pesquisa na revista Public Library of Science Neglected Tropical Diseases.

Saúde pública

A doença é considerada endêmica em 83 países do mundo e o programa já forneceu tratamentos em 48 deles. Cerca de 570 milhões de pessoas foram atendidas.


Verme parasita causa a filariose linfática, ou elefantíase

Mas o desafio ainda é imenso. Aproximadamente um quinto da população mundial, ou 1,3 bilhão de pessoas, estaria "sob risco" de contrair a doença.

Para o secretário executivo do programa, o professor David Molyneux, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Liverpool, o sucesso do projeto é "incrível".

"Estamos chegando a centenas de milhões de pessoas, as mais pobres do mundo, e os benefícios adicionais destes medicamentos são realmente importantes", afirmou.

Além de combater a filariose linfática, os medicamentos distribuídos combatem vermes intestinais e já serviram para tratar aproximadamente 100 milhões de crianças e mulheres.

"Creio que, comparado à maioria dos outros programas de saúde pública, este está indo muito bem", avaliou Molyneux.

FONTE: BBC Brasil

BACTÉRIA SOLITÁRIA DÁ PISTA SOBRE A VIDA FORA DA TERRA, DIZ ESTUDO

Bactéria sobrevive sem oxigênio e se reproduz dividindo a si mesma
Cientistas americanos descobriram na África do Sul um minúsculo organismo que vive inteiramente isolado, sem oxigênio e na escuridão total das profundezas da Terra.
Acredita-se que a descoberta da bactéria, descrita na edição desta sexta-feira da revista científica Science, tenha revelado a criatura mais solitária do planeta e forneça pistas sobre como seria possível haver vida em outros planetas.

A bactéria foi batizada de Candidatus desulforudis audaxviator, em referência a uma citação em latim contida no livro Viagem ao Centro da Terra, de Jules Verne. A referência encontrada pelo personagem-herói, um "viajante audaz" (audax viator), termina inspirando-o a empreender a jornada.

A d. audaxviator foi encontrada imersa em água em uma mina de ouro na África do Sul por uma equipe do Laboratório Nacional de Berkeley, da Califórnia (Estados Unidos).

Cientistas dizem que a bactéria é "completamente auto-suficiente" – é composta dos elementos que a circundam, incluindo carbono e nitrogênio, retira energia do hidrogênio e do sulfato e se reproduz dividindo a si mesma.

"Isso é algo que sempre especulamos. Mas encontrar isso aqui na Terra é a confirmação da idéia de que se pode, na verdade, condensar os elementos originais de todo um ecossistema em um único genoma", afirmou um dos pesquisadores, Dylan Chivian.

Primórdios

Os cientistas afirmam que a bactéria compõe 99,9% dos organismos que habitam a falha na qual foi encontrada – ou seja, vive completamente isolada de outras criaturas, em um ambiente quente, escuro e com oxigênio rarefeito.

Chivian diz que a descoberta pode dar pistas sobre como eventuais organismos vivos poderiam sobreviver em planetas que, diferente da Terra, não contêm grande oferta de oxigênio.

"Em seus primórdios, a Terra e outros planetas não possuíam muito oxigênio, e a vida evoluiu para encontrar maneiras de obter energia", afirmou Chivian.

"Se um dia descobrirmos a vida em outros planetas, pode muito bem ocorrer de (os organismos) viverem sem oxigênio, extraindo sua energia de elementos químicos como o sulfato."

FONTE: BBC BRASIL

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

EMERGENTES EMITEM 'MAIS DA METADE' DE CO2, DIZ ESTUDO

Emissões de carbono contabilizaram 10 milhões toneladas em 2007
Os países em desenvolvimento respondem atualmente por mais da metade das emissões de carbono do mundo, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira pelo consórcio Global Carbon Project (GCP).

De acordo com o relatório Carbon Budget and Trends 2007 (Orçamento do carbono e tendências), até 2005 os países ricos eram os responsáveis pela maior parte das emissões de CO2 produzidas pelo homem.

“Hoje, os países em desenvolvimento respondem por 53% do total”, dizem os cientistas.
Segundo o relatório, o maior aumento das emissões veio de países como China e Índia. Em 2006, a China ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior emissor mundial de carbono. E a Índia poderá se tornar em breve o quarto maior emissor ao passar a frente da Rússia, afirma o relatório do GCP.

O estudo aponta que as emissões de carbono contabilizaram 10 bilhões toneladas em 2007. Sozinha, a queima de combustíveis fósseis respondeu por 8,5 bilhões de toneladas e o restante foi proveniente do uso inadequado da terra, principalmente do desmatamento.
O trabalho, assinado por oito cientistas, também concluiu que as emissões oriundas da queima dos combustíveis fósseis nos últimos sete anos são quatro vezes maiores do que as da década passada.

A devastação das florestas tropicais provocou emissões de 1,5 bilhão de toneladas de carbono no ano passado. América Latina e Ásia responderam por 600 milhões toneladas e a África por 300 milhões.

Degradação

Os números divulgados pelo GCP ainda mostram que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono aumentaram 2,2 partes por milhão (ppm) em 2007, atingindo 383 ppm. Em 2006, o aumento havia sido de 1,8 ppm.

Segundo os cientistas, ao atingir 383 ppm no ano passado, a concentração de CO2 estava 37% acima da que teria sido registrada em 1750, início da Revolução Industrial.
“A concentração atual é a maior nos últimos 650 mil anos e, muito provavelmente, nos últimos 20 milhões de anos”, diz o documento.

O estudo, que será apresentado nesta sexta-feira em conferências simultâneas em Paris e em Washington, ainda concluiu que o índice anual de emissões aumentou desde o início do milênio.
Entre 2000 e 2007, o aumento médio anual das emissões foi de 2,0 ppm. Nos anos 70, este número foi de 1,3 ppm, na década de 80 de 1,6 ppm, e nos anos 90 de 1,5 ppm.
Ainda de acordo com o relatório, as bacias naturais, como oceanos e florestas, tiveram sua capacidade de seqüestrar carbono reduzida em 5% nos últimos 50 anos, uma degradação que, segundo os especialistas “continuará no futuro”.

FONTE: BBC BRASIL

AUSTRALIANOS DEVERIAM COMER MENOS BOI E MAIS CANGURU, DIZ ESTUDO

Australianos deveriam comer menos boi e mais canguru, diz estudo

Os cangurus emitem menos gás metano prejudicial ao ambiente
Um assessor do governo australiano pediu para que a população substitua a carne bovina e de carneiro por derivados do canguru para ajudar a proteger o planeta dos efeitos do aquecimento global.

Em um relatório de 600 páginas encomendado pelo governo australiano, o assessor e economista Ross Garnaut afirma que o gás metano produzido durante a digestão de vacas, cordeiros e porcos é um potente causador do efeito estufa quando lançado na atmosfera.

Os cangurus, ao contrário, praticamente não produzem esse gás, afirma Garnaut.
O relatório prevê ainda uma mudança na pecuária e nos hábitos alimentares do país com a introdução de um novo esquema de vendas de créditos de carbono.

Em seu estudo, Garnaut recomenda ao governo que a indústria agrícola seja incluída no esquema de licenciamento de emissões de carbono que será implementado até 2010.
Isso significaria que os fazendeiros teriam que comprar permissões para emitir gases caso extrapolem os limites recomendados.

Transição

O assessor acredita que os custos altos da criação de ovelhas e gado e a vulnerabilidade desses animais aos efeitos da mudança climática – como a escassez de água – poderiam antecipar uma transição para uma maior criação de carnes de animais que provocam poucas emissões.
Para ele, os cangurus – que possuem um sistema digestivo diferente do gado e do carneiro – podem ser a chave desta mudança.

“Durante muito tempo na história humana da Austrália – cerca de 60 mil anos – o canguru foi a principal fonte de carne. E pode novamente tornar-se importante”, disse Garnaut.
O relatório cita um estudo sobre o potencial dos cangurus em substituir outros animais como fonte de carne e afirma que, até 2020 a criação de gado pode ser reduzida em 7 milhões e a de carneiro em 36 milhões de cabeças.

Isso criaria a oportunidade para que o número de cangurus subisse de 34 milhões para 240 milhões em 12 anos.
Essa quantidade seria mais do que suficiente para substituir a perda na produção de carne de vaca e carneiro, o que também seria mais lucrativo para os fazendeiros, já que os custos das emissões iriam subir.
Apesar de popular em outros países, o consumo de canguru na Austrália – o símbolo nacional do país – ainda é polêmico e a carne do animal é usada amplamente como alimento para animais de estimação.
No entanto, muitos australianos preocupados com a saúde se renderam à carne magra e vermelha do animal.

FONTE: BBC BRASIL