terça-feira, 7 de abril de 2009

Publicação médica acusa PAPA de 'distorcer ciência'

Papa disse que preservativos não são resposta para a Aids
Uma das publicações médicas com maior prestígio internacional, a The Lancet, acusou o papa Bento 16 de "distorcer a ciência" em seus comentários sobre a eficiência do uso de preservativo no combate à Aids.

Em editorial divulgado nesta sexta-feira, a The Lancet afirma que um recente comentário de Bento 16 - de que as camisinhas exacerbam o problema da Aids - é errado, escandaloso e pode ter consequências devastadoras.

Em recente viagem para a África, o papa disse que a "cruel epidemia" deveria ser combatida com a abstinência e a fidelidade e não com o uso de preservativos.

Bento 16 afirmou que a Aids é "uma tragédia que não pode ser superada apenas com dinheiro e que não pode ser superada com a distribuição de preservativos, que podem até aumentar o problema".

"Devastador"

Segundo a The Lancet, o papa "distorceu publicamente provas científicas para promover a doutrina católica nesta questão".

De acordo com a revista, o preservativo masculino é a maneira mais eficiente de reduzir a transmissão sexual do vírus HIV.

"Não está claro se o erro do papa se deve à ignorância ou uma deliberada tentativa de manipular a ciência para apoiar a ideologia católica", diz o editorial.

"Quando qualquer pessoa influente, seja uma figura política ou religiosa, faz uma declaração científica falsa que pode ser devastadora para a saúde de milhões de pessoas, elas devem se retratar ou corrigir o registro público."

A revista afirma que qualquer coisa menor que uma retratação "seria um imenso desserviço ao público e defensores da saúde, inclusive milhares de católicos, que trabalham incansavelmente em vários países para tentar evitar que o HIV se espalhe".

FONTE : BBC BRASIL

Projeto pretende restaurar 15 milhões de hectares da Mata Atlântica até 2050

Organizações ambientalistas lançaram nesta terça-feira um projeto que pretende restaurar 15 milhões de hectares da Mata Atlântica até 2050, equivalentes a cerca de 10% da floresta original e ao dobro da área atualmente conservada.

O chamado Pacto pela Restauração da Mata Atlântica tem o objetivo de integrar iniciativas já existentes e ampliar o alcance de projetos para "reverter o processo de degradação e começar um amplo programa de recuperação dessa floresta", diz o coordenador geral do conselho de coordenação do projeto, Miguel Calmon, que também é diretor do programa de conservação para a Mata Atlântica da The Nature Conservancy.

Calcula-se que apenas 7,26% da área original da Mata Atlântica (de 1,36 milhão de quilômetros quadrados) ainda estejam conservados. Outros 13%, segundo os idealizadores do pacto, são fragmentos em diferentes estágios de conservação, que necessitam de ações de proteção.

Com os 15 milhões de hectares que o projeto pretende restaurar (área equivalente a três vezes o território do Estado do Rio de Janeiro), o objetivo é chegar à meta de 30% do bioma da Mata Atlântica recuperados.

Um mapeamento realizado desde 2007 por especialistas das principais organizações que atuam na Mata Atlântica identificou 17,45 milhões de hectares com potencial para restauração.

Incentivos


Até esta terça-feira, o plano já tinha a adesão de 53 organizações ambientalistas, empresas, governos e instituições de pesquisa. Os coordenadores do projeto esperam novas adesões, inclusive de organizações de indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária.

Segundo Calmon, o valor médio para recuperar um hectare da Mata Atlântica é de US$ 1 mil, o que levaria a um cálculo de aproximadamente US$ 15 bilhões para recuperar 15 milhões de hectares.
Calmon afirma que um dos objetivos é aliar a conservação da biodiversidade à geração de trabalho e renda na cadeia produtiva da restauração.

Proprietários rurais, por exemplo, poderiam se beneficiar com a adequação legal de suas terras e eventuais ganhos financeiros por sequestro de carbono e outros serviços ambientais.
Áreas de pastagens com baixa produtividade poderiam ser transformadas em florestas manejadas com alto rendimento econômico, segundo os coordenadores do projeto.
Também está prevista a disseminação de informações técnicas, além do monitoramento das ações.

"Vamos definir e monitorar uma meta anual também", diz Calmon. Os idealizadores do projeto afirmam, porém, que para ser consistente a restauração é um processo longo, que envolve décadas.
A Mata Atlântica abriga 60% das espécies ameaçadas de extinção no Brasil. Atualmente, vivem na Mata Atlântica 122 milhões de pessoas

FONTE: BBC BRASIL

sexta-feira, 27 de março de 2009

Acidificação dos mares pode causar extinção em massa, alertam cientistas

Algumas criaturas marinhas que formam conchas podem não sobreviver no novo ambiente
Cientistas britânicos advertiram em um Congresso sobre Mundanças Climáticas em Copenhage, na Dinamarca, que as emissões de dióxido de carbono produzidas pela queima de combustíveis fósseis estão tornando os oceanos mais ácidos, o que pode provocar uma extinção em massa de espécies marinhas.

Carol Turley do Laboratório Marinho de Plymouth, no sul da Inglaterra, disse que é impossível saber como a vida marinha vai reagir, mas ela teme que várias espécies não sobrevivam.

Desde a Revolução Industrial, no século 18, as emissões de CO2 já elevaram a acidez dos mares em mais de 30%, de acordo com pesquisadores.

"Eu estou muito preocupada com os ecossistemas dos oceanos, que atualmente são produtivos e diversificados", disse Turley à BBC. "Eu acredito que nós podemos estar caminhando para uma extinção em massa, pois esse ritmo de mudanças nos oceanos não é visto desde o tempo dos dinossauros", afirmou.

"Isto pode ter um grande impacto na segurança alimentar. É realmente imperativo reduzirmos as emissões de CO2."

Conchas

O problema mais acentuado é para criaturas que precisam de um ambiente alcalino para produzir conchas e carapaças formadas por cálcio. Testes de laboratório sugerem que as estrelas do mar podem desaparecer até o final do século se atual tendência de emissões continuar.

Os cientistas receiam que os mariscos também não consigam suportar o aumento da acidez.
Turley disse: "As coisas vão mudar. Nós não sabemos ainda exatamente como."

Andy Watson, biólogo marinho da Universidade de East Anglia, acredita que mudanças climáticas e pesca excessiva podem trazer sérios danos aos oceanos ainda antes dos efeitos da acidificação. Ele condena o aumento da emissão de CO2 resultante de atividades humanas, mas destaca que a acidez oceânica também pode flutuar naturalmente.
Ele imagina que algumas criaturas podem se adaptar às mudanças ao longo do tempo.
"Em várias experiências que estão sendo feitas no momento, são provocadas mudanças repentinas. O CO2 ou a acidez são aumentados rapidamente, por exemplo."

Algumas algas podem acabar se desenvolvendo mais em um ambiente de maior acidez
"Claro que isso não é realmente o que vai acontecer no mundo real. Ao invés disso, haverá uma elevação gradual do CO2 e da acidez. E nós não sabemos se os organismos poderão se adaptar ou o quão rápido poderão fazer isso", disse Tony Knapp, diretor do instituto BIOS, nas Bermudas, onde são feitas algumas das medições da acidez dos oceanos.

Knapp defende sua conclusão de que o aumento recente da acidez foi causado por emissões de CO2 resultantes da queima de combustíveis fósseis. "Levou muito tempo para que eu me convencesse. Sou um cético por natureza. Mas se olharmos para os dados recolhidos (...) na verdade não se pode chegar a outra conclusão", afirmou.

Sem adaptação

Como exemplo para suas previsões sobre os efeitos da acidificação nos oceanos, os cientistas citam a ilha de Ischia, na Baía de Nápoles, Itália. Ali, os cientistas encontraram indícios de que várias criaturas não vão conseguir se adaptar à crescente acidificação.

A água do mar em volta de parte da ilha é mais ácida há milhares de anos por causa de emissões de CO2 por aberturas vulcânicas que borbulham no leito marinho.

Se a pesquisa em Ischia apresentar uma imagem precisa do futuro dos oceanos, as perspectivas para os organismos que formam conchas são sombrias.

"Nós estamos muito preocupados", disse Jason Hall-Spencer, da Universidade de Plymouth, que estuda o local. "As mudanças aqui claramente tornaram a vida impossível para criaturas que formam conchas."

"Quando você começa a mexer num ecossistema complexo, é impossível prever o que vai acontecer."

O ambiente na ilha italiana serve para dar uma idéia de quais as espécies que sairão ganhando e perdendo por causa dos altos níveis de acidez. Algumas algas marinhas podem se desenvolver mais em um ambiente altamente fertilizado com CO2.


FONTE: BBC Brasil

quarta-feira, 25 de março de 2009

TABELA: VITAMINAS



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FONTE: UNIMED

segunda-feira, 2 de março de 2009

Europa propõe ampliar mercado global de crédito de carbono

A Comissão Europeia propôs nesta quarta-feira a ampliação do mercado global para comércio de créditos de carbono como parte de um plano para enfrentar a mudança climática.

A União Europeia já se comprometeu com a expansão de seu Plano de Comércio de Emissões (ETS, na sigla em inglês) e agora pede que outros países industrializados se juntem ao esquema.

A comissão afirmou que até 2015 quer ligar o ETS a outros sistemas de comércio de créditos de carbono. O objetivo é incluir economias emergentes até 2020.

Uma conferência sobre mudanças climáticas da ONU deve ocorrer em dezembro, em Copenhague, e espera-se que o resultado desta reunião seja um novo acordo que substitua o Protocolo de Kyoto.

Estados Unidos

O comissário europeu para o Meio Ambiente, Stavros Dimas, pediu um acordo internacional e afirmou que a participação dos Estados Unidos seria muito importante. Os Estados Unidos não assinaram o Protocolo de Kyoto, firmado em 1997.

"Com estas medidas a Europa mostrou o caminho, mas apenas uma ação global poderia controlar a mudança climática. Por isso um acordo internacional forte e abrangente é muito importante", disse Dimas.

"O compromisso do presidente (dos Estados Unidos, Barack) Obama de colocar os Estados Unidos de volta na batalha contra o aquecimento global é muito animador", afirmou.

Segundo o correspondente da BBC em Bruxelas Dominic Hughes, Dimas também pediu que economias emergentes como Brasil, China e Índia aumentassem os esforços para instituir planos de cortes nas emissões de gases de efeito estufa.

Dinheiro


A Comissão Europeia afirmou que para cortar emissões de gases de efeito estufa serão necessários mais investimentos no mundo todo, que poderiam chegar a 175 bilhões de euros (cerca de R$ 535 bilhões) por ano em 2020.

Mais da metade destes investimentos será necessária nos países em desenvolvimento, segundo a comissão.

Kim Carstensen, especialista em clima do grupo ambientalista internacional WWF, afirmou que a União Europeia deveria "se concentrar no que a Europa deveria fazer se quiser recuperar a reputação de líder na luta contra a mudança climática".

Em dezembro o Parlamento Europeu apoiou um pacote de medidas da União Europeia para combater o aquecimento global, incluindo o compromisso de cortar as emissões de carbono em 20% até 2020, comparado com os níveis de emissões em 1990.

Fontes renováveis

O bloco europeu pretende aumentar o uso de fontes renováveis de energia em 20% do total de uso energético e alcançar um corte de 20% no consumo de energia até o ano de 2020.

O sistema ETS para comércio de créditos de carbono foi lançado pela União Europeia em 2005 e cobre apenas a indústria pesada e grandes usinas de energia mas, aos poucos, deve incluir outros setores.

Críticos afirmam que as concessões feitas a alguns setores industriais poderiam diminuir o impacto do pacote no longo prazo.

Cientistas afirmam que as emissões de dióxido de carbono precisam ter um corte entre 25% e 40% até 2020 para existir uma chance razoável de prevenção de uma mudança climática mais perigosa.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Galápagos tem 10 anos para ser salvo de desastre ecológico , diz especialista

Construção e invasão de espécies ameaçam animais como o iguana
As Ilhas Galápagos, no Equador, têm apenas uma década para serem salvas de um desastre ecológico, alertou o diretor da Fundação Charles Darwin, Gabriel Lopez.

Em uma entrevista exclusiva à BBC para marcar os 200 anos do nascimento do cientista britânico Charles Darwin, Lopez disse que o arquipélago pode sofrer danos irreversíveis se o turismo na região não for contido.

Ele pediu medidas imediatas, como a limitação do número de visitantes às ilhas.

Galápagos é famoso por abrigar tesouros naturais únicos no mundo e por ter servido de base de observações para que Darwin desenvolvesse a sua teoria da evolução, mostrada no livro A Origem das Espécies, que também em 2009 completa 150 anos.

'Boom'

No ano passado, o número de turistas em Galápagos atingiu um recorde de 173 mil visitantes - quatro vezes mais do que há 20 anos.

O movimento levou a um boomda construção de hotéis e um aumento na "importação" de suprimentos vindos do território continental do Equador.

O resultado é um crescimento vertiginoso do número de espécies de animais "estranhos" entrando nesse ecossistema tão frágil - em 1900, havia 112 espécies registradas; mas em 2007, o total chegava a 1.321.

"O arquipélago ainda é o mais preservado do mundo", reconheceu Lopez. "Mas se essa tendência continuar, a riqueza das ilhas vai ser perdida."


No porto do principal vilarejo, Puerto Ayora, estivadores levam caixas e sacos de arroz e milho de navios cargueiros para lanchas que, em seguida, os distribuem pelas ilhas.

O aeroporto da ilha de Baltra, o único do arquipélago, às vezes comporta seis voos por dia - o dobro do que oito anos atrás.

Todos os aviões são pulverizados com inseticidas antes de aterrissar, mas alguns insetos sobrevivem. Um dos mais agressivos é a formiga-lava-pés, que ataca filhotes de aves e tartarugas jovens, e cuja marcha de uma ilha para outra parece inexorável.

Outra ameaça é uma espécie de mosca parasita, que ataca pintassilgos e mosquitos - que por sua vez podem acabar servindo de vetores para doenças conhecidas no continente mas que ainda não chegaram às ilhas.

Governo

O governo do Equador desenvolveu um plano de ação para tentar conter o problema, mas foi criticado pela Unesco, que em 2007 classificou Galápagos como patrimônio mundial em perigo.

Diante disso, as autoridades estão introduzindo medidas mais rígidas.

O diretor do Parque Nacional de Galápagos, Edgar Muñóz, reconhece que as espécies invasoras são a principal ameaça às ilhas, mas disse que as ações do governo vão resolver a ameaça.

"Esperamos que os problemas diminuam no espaço de 50 anos", disse ele à BBC.

Tentativas já adotadas anteriormente, como o sacrifício de bodes que comiam as plantas que serviam de alimento a tartarugas gigantes, se mostram bem-sucedidas. Mas especialistas alertam que eliminação de alguns insetos será bem mais difícil.

Para o Equador, Galápagos representa uma grande fonte de renda, mas será necessário encontrar um equilíbrio para preservar o que faz as ilhas serem tão especiais.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Narguilé equivale a 100 cigarros, mostra estudo

São Paulo -
Os aromas doces de maçã, morango, hortelã e a água que queima o tabaco dão a impressão de que se trata de algo que não vai causar mal. Mas um estudo da Universidade de Brasília (UnB), divulgado este mês, mostra que uma sessão de narguilé equivale a nada menos do que fumar 100 cigarros. A quantidade de fumaça e substâncias tóxicas inaladas nos dois casos é a mesma.
O cachimbo d’água tem concentrações de nicotina que giram em torno de 4% enquanto o cigarro tem em média 2% da substância. Além disso, segundo o pneumologista Carlos Alberto Viegas, autor do estudo, as sessões de narguilé, de até 80 minutos, expõem o fumante por mais tempo aos malefícios do tabaco. Um cigarro comum costuma ser consumido em oito minutos. São 12 baforadas contra 200. “Resolvi estudar o assunto porque fiquei preocupado com o desconhecimento da população”, disse.
Entre eles está o de que a água aquecida filtra as impurezas do tabaco. Mas apenas 5% das substâncias são retidas, de acordo com os dados levantados pelo pesquisador. Outra falsa informação que circula entre os adeptos do narguilé é de que ele não vicia. As altas concentrações de nicotina denunciam o engano. Também se deve levar em consideração que o ato de compartilhar a biqueira com outras pessoas pode transmitir doenças como herpes e hepatite.

Ritual

Os adolescentes são os que mais têm se rendido ao ritual do narguilé. Nos finais de semana, antes da balada, é comum trocar a água por vodca ou whisky, e ficar bêbado enquanto fuma. No ano passado, uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em São Paulo identificou que 16% dos estudantes de ensino fundamental e médio em São Paulo já tinham experimentado o fumo. “O jovem é atraído pelo ritual, semelhante ao do cachimbo da paz”, diz a psicóloga do comitê antifumo da SBC, Silvia Cury. “E além disso, eles têm a aprovação dos pais, que desconhecem os malefícios do produto.” As informações são do Jornal da Tarde.

Fonte: Abril

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Consumo de quetamina aumenta entre jovens britânicos

A ketamina é um anestésico usado em pessoas e animais
Jovens nas grandes cidades britânicas estão consumindo cada vez mais quetamina, um tranqüilizante de cavalos que pode causar alucinações e levar à paralisia do usuário, segundo um estudo feito pela entidade beneficente britânica DrugScope.
Segundo a organização, os usuários estão ingerindo doses maiores e, além de cheirar o pó e tomar comprimidos da droga, muitos estão injetando a substância direto na veia para efeitos mais fortes.

O aumento no uso da quetamina foi verificado em nove de 20 áreas pesquisadas, entre elas, nas cidades inglesas de Londres, Birmingham, Bristol e Sheffield.

Drogas estabelecidas, como cocaína, maconha e ecstasy, continuam, no entanto, sendo as preferidas dos britânicos.

Mas uma estimativa divulgada pelo Ministério do Interior revela que, entre as quatro principais drogas usadas por pessoas entre 16 e 59 anos no país, quetamina é a única a registrar um aumento no consumo em 2007 e 2008.

Clubber

A quetamina foi declarada ilegal pelas autoridades britânicas há três anos, após ter sido verificado um aumento de sua popularidade como droga de recreação.

Seu uso médico, em baixas doses, como anestésico ou tranqüilizante de cavalos, continua sendo permitido por lei.

Uma pesquisa feita pela revista da DrugScope, Druglink, revelou que, à medida em que o preço da droga cai, usuários fazem experiências com doses cada vez maiores.

O preço de um grama de quetamina caiu cerca de um terço nos últimos três anos, custando hoje cerca de RS$ 68, a metade do preço de um grama de cocaína.
A droga é particularmente popular nas pistas de dança britânicas.

Em doses baixas, o usuário pode ficar eufórico, sentir ondas de energia e possivelmente sinestesia - ou seja, "ver" sons e "ouvir" cores.
Para intensificar seus efeitos, muitos vêm injetando a droga, o que aumenta os riscos de infecções por vírus.

Doses mais altas podem levar à paralisia do usuário. Ele pode sofrer alucinações, vivenciar realidades múltiplas e uma sensação de dissociação consigo próprio e com os outros. Alguns dizem ter tido a sensação de estar fora do próprio corpo.

Acidentes
Os pesquisadores verificaram que, apesar do aumento no uso de quetamina, este ainda é baixo quando comparado ao consumo de drogas como maconha, cocaína e êxtase.
Segundo a DrugScope, por seu efeito intenso, a droga desperta reações de amor e ódio: muitos não gostam da quetamina.
Ela foi associada às mortes de 23 pessoas entre 1993 e 2006. Mas a entidade esclarece que as mortes foram resultado de desorientação por parte do usuário, levando a acidentes, e não como conseqüência de seus efeitos tóxicos.
O diretor da DrugScope, Martin Barnes, disse que os jovens subestimam os perigos associados à droga.
"Os danos da quetamina aumentam consideravelmente em doses altas e os que a injetam ainda correm o risco de se expor ao vírus da hepatite C e ao HIV".

Depoimento

Em entrevista à revista Druglink, uma usuária, hoje com 35 anos, disse que começou a tomar a droga aos 16.
Ela explicou que quem vê um usuário vomitando, rolando pelo chão, incapaz de falar, não sabe que, internamente, a pessoa está tendo alucinações maravilhosas.
Mas hoje acha que a quetamina deve mesmo ser proibida, porque muitos de seu grupo acabaram ficando dependentes da droga e ainda hoje sofrem para se livrar do hábito.

Fonte: BBC Brasil

Pesquisadores criam porcos transgênicos em avanço para transplantes

Os órgãos dos porcos causam reação mais fraca em humanos
Pesquisadores de uma universidade em Munique, no sul da Alemanha, conseguiram criar porcos geneticamente modificados cujas células provocam uma reação relativamente fraca do sistema imunológico, quando em contato com o organismo humano.
O experimento abre caminho para um possível transplante de órgãos desses animais em pessoas.

O novo tecido suíno geneticamente modificado apresenta proteção contra células que compõem o sistema imunológico humano.

Os pesquisadores trocaram um tipo de molécula na superfície das células de porco por um substituto de origem humana.

Passo importante

Os mecanismos naturais de defesa do organismo tornam impossível até agora o transplante de órgãos animais em humanos.

Normalmente, células de defesa destruiriam em poucos dias um órgão de porco implantado em uma pessoa, segundo Elisabeth Weiss, imunologista da Universidade Ludwig Maximilians, de Munique.

Ela é integrante da equipe que desenvolveu o projeto, cujos resultados foram publicados na edição de janeiro da publicação científica Transplantation.

Nas experiências com o novo tecido, foi verificada uma reação do sistema imunológico humano que pode ser tratada por meio de medicamentos.

Os órgãos suínos geneticamente modificados dessa forma ainda não são próprios para transplantes. Os cientistas ainda têm que vencer outras barreiras imunológicas do corpo humano.

Mas, de acordo com Weiss, a modificação que já foi feita nas células dos porcos constitui um passo importante para que um dia órgãos de porcos possam ser usados em humanos.

“Ainda é um caminho longo até que os órgãos possam ser aproveitados”, reconheceu a pesquisadora. “Mas acho que, no caso de alguns órgãos, a idéia já não é mais um sonho de ficção científica.“

Desde os anos 90 a ciência tenta tornar porcos doadores de órgãos apropriados para humanos, lembrou Elisabeth Weiss.

“Porcos comem de tudo, como a gente, e seus órgãos têm mais ou menos as mesmas dimensões que os nossos.”

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

DICA DE VESTIBULAR: HPV (PAPILOMA VÍRUS)

:: A Doença


A infecção pelo HPV é a doença sexualmente transmissível mais comum atualmente. Esse grupo de vírus inclui mais de 100 subtipos diferentes, dos quais mais de 30 são transmissíveis por via sexual, podendo causar infecções genitais tanto em mulheres como em homens.

Dos subtipos que produzem infecções genitais, há dois grandes grupos. Os HPVs de alto risco são aqueles que podem levar a alterações do teste Papanicolau e evoluir para câncer de colo de útero e de outras regiões do trato genital. Os HPVs de baixo risco produzem lesões discretas do teste Papanicolau e também lesões do tipo verrugas genitais. Em geral, este grupo de vírus não está associado à evolução para lesões malignas.

As infecções pelo HPV ocorrem em áreas como vulva, vagina, colo uterino, região perianal, reto e diferentes regiões do pênis.

Estima-se que 50% dos homens e mulheres sexualmente ativos vão adquirir o vírus em algum momento de suas vidas. Como a maior parte dos contaminados produz pouco ou nenhum sintoma, grande parte não sabe que está infectada.

Sabe-se que após alguns meses depois da infecção existe uma eliminação natural do vírus e 90% das mulheres infectadas estarão livres do vírus após dois anos.

:: A Vacina


O Fleury oferece dois tipos de vacinas contra o HPV, a bivalente e a quadrivalente. A vacina quadrivalente reduz o risco de infecção causada por quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Dois deles (6 e 11) estão relacionados a 90% das verrugas genitais. Os outros dois (16 e 18) estão implicados como causa de 70% dos cânceres de colo de útero. Esta vacina é aplicada somente em mulheres de 9 a 26 anos. A vacina bivalente é indicada para a prevenção de infecção causada pelos subtipos 16 e 18 e é aplicada somente em mulheres de 10 a 25 anos.

O motivo dessa restrição é que os grupos estudados durante a fabricação das vacinas se restringiam a mulheres com essas faixas etárias. Embora homens também adquiram o HPV em proporção similar às mulheres, estudos com esse público ainda estão em andamento e a vacina ainda não é indicada para esse grupo. Num futuro breve, conforme novos estudos forem realizados, provavelmente haverá mudanças nessa recomendação e outros públicos poderão ser imunizados.

Pelo mesmo motivo, as vacinas ainda não estão liberadas para gestantes. Caso uma mulher que tenha recebido uma das vacinas descubra que está grávida, deverá aguardar até o fim da gestação para complementar o esquema vacinal.

As mulheres que ainda não iniciaram sua vida sexual terão o maior benefício das vacinas, mas elas também podem ser úteis para as que já têm vida sexual ativa. No entanto, caso já tenham se infectado pelo HPV, essas vacinas não facilitarão cura ou impedirão a evolução para displasias ou cânceres de colo de útero.

As vacinas atuais são de uso exclusivamente preventivo, não tendo nenhum papel no tratamento de lesões genitais ou na eliminação de infecções pelo HPV prévias.

O esquema vacinal de ambas as vacinas preconiza a aplicação de três doses. Para a quadrivalente as doses são aos 0, 2 e 6 meses e para a vacina bivalente, as doses são aos 0, 1 e 6 meses.

Devido à falta de estudos de longo prazo, recomenda-se seguir o calendário vacinal o mais próximo possível das datas preconizadas. Caso as vacinas não possam ser feitas no dia determinado, elas devem ser aplicadas o mais próximo possível. Havendo atraso de alguns dias ou semanas, não haverá perda do efeito das vacinas.

Os efeitos colaterais mais comuns são: dor no local de aplicação, febre, dores musculares e mal-estar geral. Há relatos de síncopes após a aplicação da vacina. Embora este sintoma não pareça ter relação direta com a vacina do HPV, qualquer efeito colateral deve ser reportado ao médico.

FONTE: Fleury laboratórios