sexta-feira, 9 de outubro de 2009

MEIO AMBIENTE: AQUECIMENTO GLOBAL

A dois meses de encontro crucial, reunião sobre clima termina dividida

Emissões de carbono no setor de transportes

Reunião de dezembro deve decidir substituto de Kyoto

Duas semanas de negociações conduzidas pela ONU terminaram nesta sexta-feira em Bangcoc, na Tailândia, sem que delegados de cerca de 180 países chegassem mais perto de um acordo para substituir o protocolo de Kyoto, sobre a redução de emissões de carbono, que expira em 2012.

A menos de dois meses da reunião sobre o clima mais importante do ano, que ocorre em dezembro na capital dinamarquesa, Copenhague, o mais alto representante da ONU para mudanças climáticas, Yvo de Boer, admitiu uma "contínua falta de clareza" em questões-chave para um possível acordo.

É em Copenhague que deve ser decidido um substituto do protocolo de Kyoto.

As principais pedras no caminho são estabelecer uma meta de emissões de carbono para os países desenvolvidos e definir uma "arquitetura financeira" para ajudar países mais pobres a realizar mudanças visando a combater a mudança climática.

Cientistas afirmam que, para evitar uma elevação de 2º C na temperatura do planeta, as nações industrializadas precisam nos próximos dez anos reduzir as suas emissões de carbono a um nível equivalente a entre 25% e 40% das emissões de 1990.

Entretanto, as negociações têm ficado muito aquém disso, e o percentual convencionado não passa de 23%.

Antes mesmo da reunião, o próprio de Boer disse que seria "muito difícil continuar trabalhando de boa fé a menos que vejamos um avanço nas cotas dos países industrializados e suas ofertas sobre a mesa".

Propostas

A proposta mais arrojada até o momento foi feita pela Noruega, que anunciou durante o encontro a meta de reduzir em 40% dos níveis de 1990 suas emissões de carbono em dez anos – coincidindo com o cenário mais ambicioso sugerido por cientistas.

Entretanto, nos Estados Unidos, um dos líderes do planeta em emissão de poluentes, um projeto aprovado na Câmara dos Representantes prevê chegar até 2020 com um corte de apenas 17% em relação aos níveis de 2005.

Isso representaria não mais de 4% abaixo dos níveis de 1990.

O país nunca sancionou o Protocolo de Kyoto e, nesta sexta-feira, o negociador americano no encontro, Jonathan Pershing, deixou claro que seu governo não aceitará uma extensão do atual entendimento, que exige de 37 países industrializados que cheguem a 2012 com um nível de emissões 5% menor que em 1990.

"Acho que será extraordinariamente difícil para os Estados Unidos se comprometer com um número específico na ausência de uma ação do Congresso", afirmou.

"Isso não significa que um acordo é possível. Também não significa que não teremos um número partindo do Congresso. A questão está aberta em relação ao podemos fazer, e isto é uma hipótese que não podemos realmente responder."

Ele reiterou a posição dos países industrializados de requerer de nações emergentes, como China, Brasil e Índia, semelhante compromisso legal.

Entretanto, essas nações alegam que querem contribuir para o combate ao aquecimento global, mas não às custas de seu próprio desenvolvimento.

Custos

Além disso, há a questão de como bancar os custos de adaptação das economias dos países não-industrializados.

Segundo uma estimativa do Banco Mundial, esta mudança nos países em desenvolvimento custará entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões entre 2010 e 2050.

Não pode haver acordo justo em Copenhague a menos que os países mais ricos comecem a repagar sua dívida climática. Isso significa fazer grandes cortes em suas emissões e prover recursos significativos para os países em desenvolvimento.

Tom Sharman, ActionAid

Sem avanços também nesta questão, e apenas com um encontro prévio a Copenhague – uma semana de negociações em Barcelona no início de novembro –, começam a surgir críticas à suposta falta de ação dos países desenvolvidos.

"Não podemos continuar a perder tempo desperdiçando mandatos políticos", disse a porta-voz da ONG WWF, Kim Carstensen. "Minha preocupação é que, sem clareza política dos países em temas como finanças e metas de redução de emissões, o próximo encontro em Barcelona será mais uma rodada de discursos sem os avanços políticos que necessitamos."

Já o conselheiro da Oxfam sobre o clima, Antonio Hill, afirmou que a falta de "vontade política dos líderes dos países ricos" terá um efeito mais nocivo sobre as populações dos países pobres, mais vulneráveis aos efeitos da mudança climática.

Em linha com as outras organizações, o coordenador de mudança climática da ONG ActionAid, Tom Sharman, disse que "não pode haver acordo justo em Copenhague a menos que os países mais ricos comecem a repagar sua dívida climática".

"Isso significa fazer grandes cortes em suas emissões e prover recursos significativos para os países em desenvolvimento."


Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cientistas chineses transformam células de porcos em células-tronco


Porco (arquivo)

Cientistas querem criar porco transgênico para ser doador de órgãos

Cientistas chineses anunciaram nesta quarta-feira que conseguiram induzir células de porcos a se transformarem em células-tronco que, como células embriônicas, são capazes de se converter em qualquer tipo de célula do organismo.

De acordo com o Instituto de Bioquímica e Biologia Celular de Xangai e da Academia Chinesa de Ciências, esta é a primeira vez em que são utilizadas células somáticas (que não são de espermatozoides ou óvulos) de um animal ungulado (mamíferos que possuem os dedos recobertos de cascos) na criação de células-tronco.

Os pesquisadores usaram fatores de transcrição (proteínas que se ligam ao DNA de células) para reprogramar células retiradas da orelha e da medula óssea de porcos. Esses fatores foram introduzidos nas células através de um vírus, e se transformaram em células-tronco do tipo embriônicas.

A descoberta pode abrir caminho para a pesquisa de novos tratamentos para doenças genéticas humanas e a modificação genética de animais para o transplantes de órgãos em humanos, de acordo com o chefe do instituto, Lei Xiao.

"Os porcos são de uma espécie significativamente semelhante à dos seres humanos em sua forma e função, e as dimensões dos órgãos são bastante semelhantes às dos órgãos humanos", afirmou o especialista. "Nós poderíamos usar células-tronco embriônicas ou células-tronco induzidas para modificar genes ligados à imunidade dos porcos para fazer com que os órgãos suínos sejam compatíveis com o sistema imunológico humano."

"Assim nós poderíamos usar esses porcos como doadores, para fornecer órgãos que não provoquem uma reação adversa do sistema imunológico do paciente."

Lei Xiao espera ainda que possam ser desenvolvidos porcos resistentes a doenças como a febre suína.

O especialista, contudo, advertiu que pode levar vários anos para que as potenciais aplicações médicas desta experiência possam ser implementadas.

A pesquisa foi divulgada na revista Journal of Molecular Cell Biology.


FONTE: BBC BRASIL

terça-feira, 5 de maio de 2009

Alemanha autoriza testes para injeção de CO2 no subsolo

Pessoal, essa reportagem mostra a tentativa dos diferentes países em lidar com a questão do aumento na concentração de gás carbônico atmosférico e suas consequências para o clima mundial.
Vale a pena dar uma lida por ser um tema recorrente nos vestibulares!!!!!
Boa leitura!!


A tecnologia foi criticada por algumas organizações ambientalistas , por conta do risco de vazamentos.

BERLIM - O governo alemão aprovou um projeto de lei que permitirá o desenvolvimento de um programa de testes em três depósitos para o armazenamento subterrâneo permanente do dióxido carbono, o principal gás causador do efeito estufa, gerado por usinas produtoras de eletricidade.
"As centrais elétricas de carvão só têm futuro se forem prejudiciais para o meio ambiente", afirmou o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, na companhia do ministro da Economia, Karl-Theodor zu Guttenberg.

A tecnologia, chamada Captura e Armazenagem de Carbono (CCS, na sigla em inglês) pode, na opinião de Gabriel, oferecer uma nova perspectiva para as centrais termelétricas que queimam carvão.

O Grupo dos Oito países mais industrializados, o G8, do qual a Alemanha faz parte, concordou, no ano passado, em estabelecer pelo menos 20 centrais de testes dessa tecnologia, até 2010, para estabelecer sua viabilidade comercial até 2020.
A CCS consiste na captura das emissões de contaminantes industriais, para evitar que cheguem à atmosfera, e sua transferência, por meio de gasodutos, para antigos poços de gás ou petróleo.

A tecnologia foi criticada por algumas organizações ambientalistas que chama atenção para os riscos de vazamento dos gases para a atmosfera ou de contaminação do subsolo.
O ministro alemão disse que a aprovação dos testes não representa "um cheque em branco", afirmando que a lei estabelece padrões elevados de segurança ambiental.

Segundo estudos da Agência Internacional de Energia (AIE), a captura e armazenagem de carbono poderia responder por 20% do esforço necessário para reduzir as emissões de CO2 até 2050.

FONTE: ESTADO DE S. PAULO

A VIDA É CURTA MAS VALE A PENA

Por Herton Escobar: repórter do Estado de S. Paulo

Imagine só: outro dia, uma colega no jornal me perguntou se era verdade que as borboletas vivem só 24 horas. Respondi que não sabia, mas que iria descobrir e escrever um artigo a respeito. Pois aqui está.

Fui buscar a resposta com o entomólogo Marcelo Duarte, especialista em Lepidoptera (o grupo de insetos que inclui borboletas e mariposas) do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. Segundo ele, o tempo de vida varia muito entre as espécies - há 160 mil conhecidas no mundo. Em média, pode-se dizer que as borboletas vivem de duas a quatro semanas no estágio adulto, depois que saem da pupa. Mas há, de fato, algumas espécies de mariposa (não de borboleta) cujas fêmeas adultas vivem até menos do que 24 horas. Elas saem do casulo, copulam, põem seus ovos e morrem - tudo no espaço de um único dia.

Além de ser uma curiosidade, esse fato abre caminho para uma interessante discussão filosófica sobre o sentido da vida. Nós, seres humanos, bichos dotados de cérebros ultracomplexos, cheios de emoção e que vivemos em uma estrutura social também altamente complexa. Inventamos um monte de motivos para viver que vão além de simplesmente comer e se reproduzir - como é a regra na maior parte do mundo animal. Queremos ser felizes, namorar, nos divertir, conseguir um bom emprego, ganhar dinheiro, viajar para lugares exóticos, formar uma família, comprar uma casa na praia, etc.

Mas e quanto à mariposa "Jack Bauer", cuja vida se resume a copular, dar à luz e morrer em menos de 24 horas ... o que ela ganha com isso? Qual a razão dela existir? O mundo natural está cheio de exemplos curiosos desse tipo. Muitos insetos vivem anos, outros vivem apenas algumas horas, dias ou semanas. Na costa leste dos EUA, há uma espécie de cigarra que vive enterrada no solo, dormente, e só eclode para a superfície a cada 17 anos. Obedecendo a uma sincronia biológica perfeita, milhões dessas cigarras "brotam" da terra ao mesmo tempo, fazendo uma algazarra tremenda, e, mesmo depois de 17 anos enterradas, não perdem tempo com besteiras: copulam, botam seus ovos e morrem alguns dias depois. Missão cumprida! Outra curiosidade: assim como na espécie humana, a expectativa de vida varia entre os sexos. Via de regra, as fêmeas vivem mais do que os machos. O que faz sentido ... afinal, são elas que cuidam das crianaças e garantem a perpetuação da espécie. O macho é quase descartável: só serve mesmo para inseminar a fêmea. Tanto que, em muitas espécies de insetos, o macho morre espontaneamente após a cópula - ou é devorado pela fêmea, como ocorre com algumas espécies de aranha e louva-a-deus.

Entre as formigas, há até uma hierarquia demográfica, pelo que me conta o professor Beto Brandão, também do Museu de Zoologia da USP. A formiga rainha vive até uns 20 anos; as operárias, cerca de 1 ano; e os machos, coitados, morrem bem jovenzinhos, de exaustão, logo após o vôo nupcial, que consome todas as suas energias. Missão cumprida!

Mesmo entre mamíferos e aves, animais que vivem bastante e gozam de uma vida social mais estruturada, o macho raramente participa da criação dos filhos. O negócio é inseminar o maior número de fêmeas possível, e elas que se virem depois para criar e defender a prole. Seja qual for o tempo de vida ou a espécie, a questão filosófica permanece. Qual o propósito da vida de uma minhoca? O que motiva um pepino do mar a se arrastar pelo leito marinho em busca de comida? Qual a graça na vida de uma lesma? O que o leão faz além de comer zebras, procriar e dormir? Uma resposta estritamente evolucionista é que não há propósito.

As espécies surgem e evoluem espontaneamente e aleatoriamente, com base em variações genéticas e pressões ambientais que transformam todos os seres vivos ao longo do tempo. A minhoca não sofre de crise existencial por ser uma minhoca. Ela simplesmente é. Richard Dawkins, autor do clássico (e polêmico) "O Gene Egoísta", diria que é tudo culpa do DNA - que os organismos nada mais são do que "veículos" geneticamente programados, usados pelos genes para se propagar no tempo e no espaço. A mariposa e a cigarra vivem por um único propósito: passar seus genes adiante. Ou seja: fazer mais mariposas e mais cigarras. Missão cumprida!

Pense nisso a próxima vez que olhar para um borboleta. A vida é curta, e pode ser cruel, mas vale a pena.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A GRIPE SUÍNA

Infectologistas em todo o mundo estão trabalhando para responder a casos de gripe suína no México, nos Estados Unidos e no Canadá, além de suspeitas em outros países. Entenda o que é a doença e quais seus riscos.

O que é a gripe suína?
É uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2.
O atual surto, que teve início na América do Norte, é provocado por uma versão mutante do vírus H1N1 capaz de infectar humanos e se propagar de pessoa para pessoa.

Quais são os sintomas da gripe suína?
Os sintomas da gripe suína em humanos parecem ser semelhantes aos produzidos por gripes comuns, sazonais.
Esses sintomas incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores pelo corpo, sensação de frio e fadiga.

Esta doença no México é um novo tipo de gripe suína?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1do vírus Influenza A.
Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses europeias e asiáticas.
Os vírus da gripe têm a capacidade de trocar componentes genéticos uns com os outros, e parece provável que a nova versão do H1N1 resultou de uma mistura de diferentes versões do vírus, que podem normalmente afetar espécies diferentes no mesmo animal hospedeiro.
Os porcos normalmente oferecem uma condição boa para que esses vírus se misturem.

O quanto as pessoas devem se preocupar?
Quando um novo tipo de vírus da gripe aparece e adquire a capacidade de ser transmitido de pessoa para pessoa, é monitorado de perto para verificar seu potencial de gerar uma epidemia global, ou pandemia.
A Organização Mundial da Saúde advertiu que, considerados em conjunto, os casos no México e nos Estados Unidos podem gerar uma pandemia e afirma que a situação é séria.
Porém os especialistas dizem que ainda é muito cedo para avaliar completamente a situação.
Atualmente, eles dizem que o mundo está mais perto de uma pandemia do que em qualquer época após 1968.
Ninguém conhece todo o impacto potencial de uma pandemia, mas especialistas advertem que poderia custar milhões de vidas em todo o mundo.
A pandemia de gripe espanhola, iniciada em 1918 e também causada por um tipo de vírus H1N1, matou 50 milhões e infectou 40% da população mundial.
Mas o fato de que em todos os casos registrados nos Estados Unidos os sintomas eram leves pode ser encorajador.
Isso sugere que a gravidade do foco no México pode ser resultante de algum fator específico ligado à localização - possivelmente um segundo vírus não relacionado que circula na comunidade.
Outra hipótese é de que as pessoas infectadas no México podem ter buscado tratamento num estágio posterior da doença.
Também pode ser o caso de que a forma do vírus circulando no México seja ligeiramente diferente da registrada em outros lugares, mas isso só poderá ser confirmado por análises de laboratório.
Também há a esperança de que, como os seres humanos são normalmente expostos a formas do H1N1 por meio de gripes sazonais, nossos sistemas imunológicos já estão preparados para combater a infecção.
Porém o fato de que muitas das vítimas serem jovens aponta para algo incomum. As gripes sazonais normais tendem a afetar mais os idosos ou os bebês.

O vírus pode ser contido?
O vírus parece já ter começado a se espalhar pelo mundo, e muitos especialistas acreditam que a sua contenção, numa era de viagens aéreas fáceis, deverá ser muito difícil.

A gripe suína pode ser tratada?
As autoridades americanas dizem que duas drogas geralmente usadas para tratar casos de gripe, Tamiflu e Relenza, se mostraram úteis no tratamento de casos que aconteceram até agora.
Porém esses remédios devem ser ministrados nos estágios iniciais da doença para terem efeito.
O uso desses medicamentos também torna mais difícil que pessoas infectadas passem o vírus para outros.
Ainda não está claro que efeito as atuais vacinas podem ter para oferecer proteção contra o novo tipo do vírus, já que ele é geneticamente diferente de outros tipos.
Uma vacina foi desenvolvida em 1976 para proteger os seres humanos de um tipo de gripe suína.
Porém a vacina provocou efeitos colaterais graves, com mais mortes por causa da vacina do que por causa do foco de gripe.

O que eu devo fazer para me proteger?
Qualquer pessoa com sintomas de gripe e que podem ter tido contato com o vírus da gripe suína, como aqueles que moram em áreas afetadas do México ou viajaram para o país, devem procurar ajuda médica.
Mas os pacientes não devem ir a clínicas médicas, para evitar transmitir a doença para outras pessoas. Em vez disso, elas devem ficar em casa e contactar seus serviços de saúde para receber recomendações.
Nesta segunda-feira, a União Europeia recomendou aos seus cidadãos que evitem viajar às áreas afetadas pela doença.

Que medidas posso tomar para evitar a infecção?
Evite contato com pessoas que parecem não estar bem e que tenham febre e tosse.
Medidas comuns para se evitar infecções e de higiene manual podem ajudar a reduzir a transmissão de viroses, incluindo a gripe suína em humanos.
Estas medidas podem ser simples como cobrir a boca e o nariz quando tossindo ou espirrando, usar um lenço de papel quando possível e jogando-o fora logo após o uso.
É importante também lavar as mãos frequentemente com água e sabão para evitar que o vírus se propague de suas mãos para a face ou para outra pessoa. Outra providência é limpar a maçaneta de portas com frequência, usando produtos normais de limpeza.
Ao cuidar de uma pessoa gripada, o uso de máscara cobrindo o nariz e a boca diminui o risco de transmissão.

É seguro comer carne de porco?
Sim, não há evidência de que a gripe suína pode ser transmitida ao se comer carne de animais infectados.
Mas é essencial que a carne tenha sido cozida direito. Uma temperatura acima de 70°C mataria o vírus.

E a gripe aviária?
O tipo de vírus da gripe aviária responsável pela morte de algumas centenas de pessoas no sul da Ásia nos últimos anos é diferente do da gripe suína.
O vírus da atual gripe suína é o H1N1 e o da gripe aviária é oH5N1.Especialistas temem que o H5N1 tem o potencial de gerar uma pandemia por causa de sua capacidade de mutação rápida.
Mas até agora, ela permanece de forma geral uma doença de pássaros.
Os humanos infectados, sem exceção, trabalhavam em contato próximo com pássaros e casos de transmissão entre humanos são extremamente raros. Não há indícios de que o H5N1 tem a habilidade de ser transmitido facilmente de uma pessoa à outra.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Publicação médica acusa PAPA de 'distorcer ciência'

Papa disse que preservativos não são resposta para a Aids
Uma das publicações médicas com maior prestígio internacional, a The Lancet, acusou o papa Bento 16 de "distorcer a ciência" em seus comentários sobre a eficiência do uso de preservativo no combate à Aids.

Em editorial divulgado nesta sexta-feira, a The Lancet afirma que um recente comentário de Bento 16 - de que as camisinhas exacerbam o problema da Aids - é errado, escandaloso e pode ter consequências devastadoras.

Em recente viagem para a África, o papa disse que a "cruel epidemia" deveria ser combatida com a abstinência e a fidelidade e não com o uso de preservativos.

Bento 16 afirmou que a Aids é "uma tragédia que não pode ser superada apenas com dinheiro e que não pode ser superada com a distribuição de preservativos, que podem até aumentar o problema".

"Devastador"

Segundo a The Lancet, o papa "distorceu publicamente provas científicas para promover a doutrina católica nesta questão".

De acordo com a revista, o preservativo masculino é a maneira mais eficiente de reduzir a transmissão sexual do vírus HIV.

"Não está claro se o erro do papa se deve à ignorância ou uma deliberada tentativa de manipular a ciência para apoiar a ideologia católica", diz o editorial.

"Quando qualquer pessoa influente, seja uma figura política ou religiosa, faz uma declaração científica falsa que pode ser devastadora para a saúde de milhões de pessoas, elas devem se retratar ou corrigir o registro público."

A revista afirma que qualquer coisa menor que uma retratação "seria um imenso desserviço ao público e defensores da saúde, inclusive milhares de católicos, que trabalham incansavelmente em vários países para tentar evitar que o HIV se espalhe".

FONTE : BBC BRASIL

Projeto pretende restaurar 15 milhões de hectares da Mata Atlântica até 2050

Organizações ambientalistas lançaram nesta terça-feira um projeto que pretende restaurar 15 milhões de hectares da Mata Atlântica até 2050, equivalentes a cerca de 10% da floresta original e ao dobro da área atualmente conservada.

O chamado Pacto pela Restauração da Mata Atlântica tem o objetivo de integrar iniciativas já existentes e ampliar o alcance de projetos para "reverter o processo de degradação e começar um amplo programa de recuperação dessa floresta", diz o coordenador geral do conselho de coordenação do projeto, Miguel Calmon, que também é diretor do programa de conservação para a Mata Atlântica da The Nature Conservancy.

Calcula-se que apenas 7,26% da área original da Mata Atlântica (de 1,36 milhão de quilômetros quadrados) ainda estejam conservados. Outros 13%, segundo os idealizadores do pacto, são fragmentos em diferentes estágios de conservação, que necessitam de ações de proteção.

Com os 15 milhões de hectares que o projeto pretende restaurar (área equivalente a três vezes o território do Estado do Rio de Janeiro), o objetivo é chegar à meta de 30% do bioma da Mata Atlântica recuperados.

Um mapeamento realizado desde 2007 por especialistas das principais organizações que atuam na Mata Atlântica identificou 17,45 milhões de hectares com potencial para restauração.

Incentivos


Até esta terça-feira, o plano já tinha a adesão de 53 organizações ambientalistas, empresas, governos e instituições de pesquisa. Os coordenadores do projeto esperam novas adesões, inclusive de organizações de indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária.

Segundo Calmon, o valor médio para recuperar um hectare da Mata Atlântica é de US$ 1 mil, o que levaria a um cálculo de aproximadamente US$ 15 bilhões para recuperar 15 milhões de hectares.
Calmon afirma que um dos objetivos é aliar a conservação da biodiversidade à geração de trabalho e renda na cadeia produtiva da restauração.

Proprietários rurais, por exemplo, poderiam se beneficiar com a adequação legal de suas terras e eventuais ganhos financeiros por sequestro de carbono e outros serviços ambientais.
Áreas de pastagens com baixa produtividade poderiam ser transformadas em florestas manejadas com alto rendimento econômico, segundo os coordenadores do projeto.
Também está prevista a disseminação de informações técnicas, além do monitoramento das ações.

"Vamos definir e monitorar uma meta anual também", diz Calmon. Os idealizadores do projeto afirmam, porém, que para ser consistente a restauração é um processo longo, que envolve décadas.
A Mata Atlântica abriga 60% das espécies ameaçadas de extinção no Brasil. Atualmente, vivem na Mata Atlântica 122 milhões de pessoas

FONTE: BBC BRASIL

sexta-feira, 27 de março de 2009

Acidificação dos mares pode causar extinção em massa, alertam cientistas

Algumas criaturas marinhas que formam conchas podem não sobreviver no novo ambiente
Cientistas britânicos advertiram em um Congresso sobre Mundanças Climáticas em Copenhage, na Dinamarca, que as emissões de dióxido de carbono produzidas pela queima de combustíveis fósseis estão tornando os oceanos mais ácidos, o que pode provocar uma extinção em massa de espécies marinhas.

Carol Turley do Laboratório Marinho de Plymouth, no sul da Inglaterra, disse que é impossível saber como a vida marinha vai reagir, mas ela teme que várias espécies não sobrevivam.

Desde a Revolução Industrial, no século 18, as emissões de CO2 já elevaram a acidez dos mares em mais de 30%, de acordo com pesquisadores.

"Eu estou muito preocupada com os ecossistemas dos oceanos, que atualmente são produtivos e diversificados", disse Turley à BBC. "Eu acredito que nós podemos estar caminhando para uma extinção em massa, pois esse ritmo de mudanças nos oceanos não é visto desde o tempo dos dinossauros", afirmou.

"Isto pode ter um grande impacto na segurança alimentar. É realmente imperativo reduzirmos as emissões de CO2."

Conchas

O problema mais acentuado é para criaturas que precisam de um ambiente alcalino para produzir conchas e carapaças formadas por cálcio. Testes de laboratório sugerem que as estrelas do mar podem desaparecer até o final do século se atual tendência de emissões continuar.

Os cientistas receiam que os mariscos também não consigam suportar o aumento da acidez.
Turley disse: "As coisas vão mudar. Nós não sabemos ainda exatamente como."

Andy Watson, biólogo marinho da Universidade de East Anglia, acredita que mudanças climáticas e pesca excessiva podem trazer sérios danos aos oceanos ainda antes dos efeitos da acidificação. Ele condena o aumento da emissão de CO2 resultante de atividades humanas, mas destaca que a acidez oceânica também pode flutuar naturalmente.
Ele imagina que algumas criaturas podem se adaptar às mudanças ao longo do tempo.
"Em várias experiências que estão sendo feitas no momento, são provocadas mudanças repentinas. O CO2 ou a acidez são aumentados rapidamente, por exemplo."

Algumas algas podem acabar se desenvolvendo mais em um ambiente de maior acidez
"Claro que isso não é realmente o que vai acontecer no mundo real. Ao invés disso, haverá uma elevação gradual do CO2 e da acidez. E nós não sabemos se os organismos poderão se adaptar ou o quão rápido poderão fazer isso", disse Tony Knapp, diretor do instituto BIOS, nas Bermudas, onde são feitas algumas das medições da acidez dos oceanos.

Knapp defende sua conclusão de que o aumento recente da acidez foi causado por emissões de CO2 resultantes da queima de combustíveis fósseis. "Levou muito tempo para que eu me convencesse. Sou um cético por natureza. Mas se olharmos para os dados recolhidos (...) na verdade não se pode chegar a outra conclusão", afirmou.

Sem adaptação

Como exemplo para suas previsões sobre os efeitos da acidificação nos oceanos, os cientistas citam a ilha de Ischia, na Baía de Nápoles, Itália. Ali, os cientistas encontraram indícios de que várias criaturas não vão conseguir se adaptar à crescente acidificação.

A água do mar em volta de parte da ilha é mais ácida há milhares de anos por causa de emissões de CO2 por aberturas vulcânicas que borbulham no leito marinho.

Se a pesquisa em Ischia apresentar uma imagem precisa do futuro dos oceanos, as perspectivas para os organismos que formam conchas são sombrias.

"Nós estamos muito preocupados", disse Jason Hall-Spencer, da Universidade de Plymouth, que estuda o local. "As mudanças aqui claramente tornaram a vida impossível para criaturas que formam conchas."

"Quando você começa a mexer num ecossistema complexo, é impossível prever o que vai acontecer."

O ambiente na ilha italiana serve para dar uma idéia de quais as espécies que sairão ganhando e perdendo por causa dos altos níveis de acidez. Algumas algas marinhas podem se desenvolver mais em um ambiente altamente fertilizado com CO2.


FONTE: BBC Brasil

quarta-feira, 25 de março de 2009

TABELA: VITAMINAS



CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

FONTE: UNIMED