quarta-feira, 20 de junho de 2012

DICAS DE DOCUMENTÁRIOS PARA AS FÉRIAS



Documentário: " O VENENO ESTÁ NA MESA "  
 Relata a situação dos agrotóxicos em nosso país. Vale a pena assistir afinal de contas somos nós que ingerimos esses produtos altamente tóxicos à nossa saúde e só depende de nós pra que essa situação mude!!! Se possível repassem pra que a maior parte das pessoas tenha conhecimento do fato.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=kc60Hg7M394

Documentário: "OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA"
 Discute a estratégia capitalista de aumentar as vendas diminuindo a vida útil dos produtos. Vale a pena assistir!!!

http://www.youtube.com/watch?v=XW5pOx2ZI9c

Documentário: "FLUXO - PELO AMOR `A ÁGUA"
 Discute a crítica situação da disponibilidade de água potável para as pessoas ao redor do mundo.


http://www.youtube.com/watch?v=lHAAENMFVQc

SEMANA QUE VÊM POSTAREI OUTROS DOCUMENTÁRIOS.

DEIXEM SEUS COMENTÁRIOS!!

quarta-feira, 21 de março de 2012

DESCOBERTO NOVO DNA EM CÉLULAS HUMANAS!!!

Novo DNA

Pesquisadores encontram em células saudáveis de humanos e camundongos dezenas de milhares de pequenas moléculas de um DNA até então desconhecido. O material genético descoberto é circular e não faz parte do nosso genoma.

       Novo DNA encontrado no núcleo de células humanas sadias é circular e milhões de vezes mais curto que o DNA cromossômico. (montagem: Sofia Moutinho/ Sxc.hu)
Todas as células do nosso corpo têm a mesma informação genética, certo? Errado. Um grupo internacional de pesquisadores acaba de descobrir em tecidos sadios de humanos e camundongos uma nova forma de DNA proveniente de pequenos cortes no DNA cromossômico. Esse material genético não está presente no núcleo de todas as células, o que significa que temos células com diferentes sequências de DNA – um verdadeiro mosaico genético.
O novo DNA foi batizado de microDNA por ser muito pequeno, com no máximo 400 unidades básicas (bases nitrogenadas) – uma quantidade ínfima se comparada aos cerca de 3 bilhões do DNA cromossômico. Além disso, ele não tem a forma de uma hélice linear, mas sim circular. 
O microDNA não está presente no núcleo de todas as células, o que significa que temos células com diferentes sequências de DNA – um verdadeiro mosaico genético
DNAs circulares são comuns em bactérias e já haviam sido encontrados em mamíferos, mas em maior tamanho e somente em células cancerosas. Até hoje os cientistas não sabem precisar a sua origem. Alguns acreditam se tratar de uma mutação. Outros apostam que o DNA circular é formado por pedaços de DNA cromossômico que, por alguma razão, se desprendem e têm suas pontas unidas em círculo.
A nova pesquisa, publicada na edição eletrônica da Science, comprova que pelo menos o microDNA tem origem em pequenos cortes de DNA cromossômico, chamados no jargão científico de microdeleções. Os pesquisadores supõem que esses cortes sejam provocados por um erro durante a duplicação celular.
Para chegar a essa conclusão, a equipe de pesquisadores realizou o sequenciamento genético dos microDNAs e também do DNA cromossômico encontrados em células humanas e de camundongos. As sequências de unidades básicas do microDNA foram comparadas com os cortes presentes no DNA comum e eles perceberam que os pedaços pareciam se encaixar como peças de um quebra-cabeça.
“Nossas análises das sequências de DNA mostraram que algumas sequências do segmento linear de DNA que normalmente se apresentam em nossos cromossomos tinham se juntado formando um círculo”, conta Anindya Dutta, bioquímico da Universidade da Virgínia, Estados Unidos, e líder do estudo.

     O microDNA é formado por pequenos cortes no DNA cromossômico. (imagem:Sofia Moutinho)
Enquanto algumas das células analisadas durante a pesquisa não apresentavam um microDNA sequer, outras continham dezenas de milhares deles. Os pesquisadores também constataram que todos  tiveram origem em segmentos de DNA com genes ativos, e não no DNA lixo – como é chamada a maior parte de nossos genes, que ainda não tem função conhecida.

Possível indicador de doenças

De acordo com o líder do estudo, a falta dessas sequências de genes em algumas células deve ser mais estudada, pois pode ter relação com doenças como a esquizofrenia e o autismo, ambas causadas por predisposições genéticas, mas que ainda não tiveram um gene específico a elas associado.
Dutta explica que a presença de microDNAs também pode ser um indicativo de risco de câncer. Isso porque o corte no DNA cromossômico pode retirar os chamados genes de supressão de tumor que, como diz o nome, reduzem a chance de uma célula se tornar um tumor.
“Todas as nossas células têm duas cópias de cada um desses genes, uma do pai e outra da mãe”, explica. “Para perder a atividade desse gene, as duas cópias precisam ser desativadas, e agora temos que assumir a possibilidade de que elas possam ser desativadas em algumas células de um tecido por causa do processo que leva à formação dos microDNAs.”
O próximo passo da pesquisa será justamente estudar as ligações entre o novo DNA e doenças. Além disso, a equipe também pretende verificar se existem características comuns aos microDNAs de um mesmo tecido.

Incertezas

O biólogo Milton Moraes, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reconhece a relevância da descoberta, mas ressalta que ainda é muito cedo para fazer algumas afirmações como, por exemplo, a de que os cortes que geram o microDNA têm mesmo origem em erros durante a duplicação celular.
Milton Moraes, da Fiocruz, reconhece a relevância da descoberta, mas ressalta que ainda é muito cedo para fazer algumas afirmações
Moraes aponta a possibilidade de que os microDNAs estejam ligados a processos de morte celular. “Quando células sofrem um processo de morte celular, há geração de fragmentos de DNA tão pequenos quanto os microDNAs descobertos”. E prossegue: “Então, pode ser que haja alguma relação entre os mecanismos de indução de morte celular e a formação de microDNA.”
“A descoberta é sem dúvida uma boa novidade”, reforça Moraes. “Mas é bom lembrar que uma pesquisa como essa deve levar pesquisadores de diversas áreas a buscar os microDNAs em seus modelos de estudos e, apenas a partir dessa nova onda de resultados, é que poderemos avaliar o que de fato representa esse achado.”

Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-line

sexta-feira, 2 de março de 2012

VALE A PENA LER !!

  No país que mais consome agroquímicos no mundo (é isso mesmo, o nosso!), existem iniciativas interessantes para a saúde da população  e que por isso deveriam  ser mais divulgadas. Como tema central desse artigo está o controle biológico, assunto que aparece com certa frequência nos vestibulares, por isso, fiquem atentos!!
Boa leitura.      


“Bug Agentes Biológicos” – Empresa paulista é eleita uma 
das mais inovadoras do mundo
Revista Fast Company coloca Bug Agentes Biológicos, que teve apoio da FAPESP, como uma das 50 mais inovadoras, em lista encabeçada por Apple, Facebook e Google


Uma empresa localizada em Piracicaba, no interior de São Paulo, está entre as 50 companhias mais inovadoras do mundo de acordo com o ranking da revista norte-americana de tecnologia Fast Company.

  

Trata-se da Bug Agentes Biológicosstart up fundada por estudantes de pós-graduação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), e que teve apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).
bug-agentes-biologicos
A empresa de controle biológico foi apontada pela revista norte-americana como a 33ª mais inovadora mundialmente, na lista encabeçada pelos gigantes de tecnologia Apple, Facebook e Google. A Bug foi considerada pela publicação a mais inovadora do Brasil, à frente da Petrobras e da Embraer.

Fast Company destaca que a Bug produz em massa vespas para combater larvas e percevejos que ameaçam lavouras de cana-de-açúcar e de soja, que representam as duas maiores e mais lucrativas culturas agrícolas do Brasil. E que, em 2011, começou a aperfeiçoar uma maneira de liberar as vespas que produz em plantações de cana-de-açúcar da mesma forma como os inseticidas são pulverizados sobre lavouras da cultura por meio de aviões.
“O Brasil é o terceiro maior exportador agrícola do mundo (atrás dos Estados Unidos e da União Europeia) e ultrapassou recentemente os Estados Unidos como o maior consumidor de pesticidas. A Bug tem a única alternativa aos inseticidas aprovado pelos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde”, afirmou a revista.
A Bug desenvolveu soluções a partir de um dos métodos mais antigos utilizados pela humanidade para controlar pragas agrícolas, em que se produz em grande escala insetos programados para atingir e controlar seus inimigos naturais no campo, evitando infestações e danos às plantações.
A empresa se destaca no setor de controle biológico ao produzir parasitoides específicos para controlar ovos de pragas, o que não costuma ser feito pelos insetos produzidos pelas empresas do setor, em sua maioria estrangeiras.
“Geralmente, as outras empresas de controle biológico produzem parasitoides que controlam lagartas, insetos que já nasceram, que atacam a planta e que só então serão controlados. Nós produzimos parasitoides que controlam o ovo da lagarta ou do percevejo, impedindo que eles venham sequer nascer e causar prejuízos”, disse Alexandre de Sene Pinto, um dos fundadores e sócio da empresa, à Agência FAPESP.
A empresa iniciou suas atividades produzindo microvespas Cotesia flavipes – que parasita lagartas (Diatraea saccharalis) de uma praga conhecida como broca da cana-de-açúcar, que ataca lavouras de cana – e Trichogramma galloi, que são parasitoides dos ovos da mesma praga.
Segundo Sene Pinto, utilizada no Brasil desde a década de 1970 no controle da broca de cana-de-açúcar, em um dos maiores programas de controle biológico do mundo, a Cotesia flavipes não estava funcionando bem em algumas áreas de cultivo da cultura no país nos últimos anos, o que levou à entrada de inseticidas no segmento.
“Isso nunca tinha ocorrido na cultura de cana-de-açúcar que, tradicionalmente, sempre utilizou controle biológico e não dava espaço para os agrotóxicos. Mas, de repente, os inseticidas começaram a ganhar espaço”, disse.
Para tentar frear o avanço dos produtos químicos na cultura da cana-de-açúcar, a Bug começou a produzir e a utilizar nas plantações da cultura vespas Trichogramma galloi, que até então não eram utilizadas no cultivo da planta.
Hoje, de acordo com Sene Pinto, a área plantada com cana-de-açúcar controlada com o inseto no Brasil aumentou de forma exponencial, atingindo 500 mil hectares. “É um programa de controle biológico único que caminha para ser um dos maiores do mundo”, disse.

FONTE:  Blog Eco4u


sexta-feira, 4 de março de 2011

TABELA DOS PRINCIPAIS MINERAIS DO CORPO!!

Olá moçada,
no link abaixo deixo disponível uma tabela com as principais funções, as deficiências e os alimentos em que são encontrados os principais minerais do nosso corpo.

Aproveitem!!

http://www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/bom_apetite/tabelas/sai_min.htm

PESQUISAS COM ANIMAIS !!

Olá moçada,

como primeira postagem do ano, deixo pra vocês um link com um artigo do jornal o Estado de S. Paulo em que um repórter de assuntos científicos faz uma análise sobre as pesquisas realizadas em cobaias. Sem dúvida nenhuma um tema muito discutido e que muitas vezes é mal interpretado por leigos no assunto. Se você ainda não tem uma opinião formada sobre o assunto, este artigo pode esclarecer alguns pontos importantes caso você tenha que abordar este assunto numa redação de vestibular.

Espero que aproveitem
Abração a todos!!!

http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/pesquisas-com-animais/

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

RELÓGIO MUNDIAL !!

Olá Moçada,
nesse link trago pra vcs uma curiosidade, um relógio que mostra, baseado em dados do ano passado, as estatísticas de diversos acontecimentos e principalmente de desgraças que acontecem no mundo!!
Espero que aproiveitem!!

Acessem o link abaixo:

http://www.poodwaddle.com/clocks2pw.htm

sábado, 14 de agosto de 2010

COMPULSÃO POR GORDURA FUNCIONA COMO VÍCIO EM COCAÍNA

Uma pesquisa publicada esta semana afirma que os mecanismos do corpo que provocam vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos.
A pesquisa feita pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que, assim como o vício em drogas como cocaína, a compulsão por comidas gordurosas – como doces e frituras – é extremamente difícil de ser combatida.
O estudo, realizado com camundongos, mostra que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando.
Essas regiões do cérebro vão respondendo cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos.
O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.

Obesidade

Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos possui elementos que viciam.
"No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida."
A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente.
O cientista relata que quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar.

Prazer

Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão.
O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer – como o provocado por comida, sexo ou drogas.
Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro recebe menos dopamina.
A pesquisa foi publicada neste domingo no jornal Nature Neuroscience.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA

Olá moçada,

aqui vai o link para o site do INCA (Instituto Nacional de Câncer) que divulga informações sobre procedimentos cirúrgicos que exigem doadores!

Para aqueles que querem se tornar doadores de medula ou apenas conhecer o procedimento, não deixem de acessar o site!!

Um abraço a todos!!!

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=125

quinta-feira, 20 de maio de 2010

CIENTISTAS AMERICANOS CRIAM CÉLULA COM GENOMA SINTÉTICO



Cientistas americanos dizem ter desenvolvido a primeira célula controlada por um genoma sintético. Os especialistas do J. Craig Venter Institute, com sede nos Estados de Maryland e Califórnia, dizem esperar que a técnica possa criar bactérias programadas para resolver problemas ambientais e energéticos, entre outros fins.

O estudo será publicado nesta quinta-feira na edição online da revista científica Science. Para alguns especialistas, ele representa o início de uma nova era na biologia sintética e, possivelmente, na biotecnologia.
A equipe de pesquisadores, liderada por Craig Venter, já havia conseguido sintetizar quimicamente o genoma de uma bactéria. Eles também haviam feito um transplante de genoma de uma bactéria para outra.
Agora, os especialistas juntaram as duas técnicas para criar o que chamaram de "célula sintética", embora apenas o genoma da célula seja sintético - ou seja, a célula que recebe o genoma é uma célula natural, não sintetizada pelo homem.
"Esta é a primeira célula sintética já criada. Nós dizemos que ela é sintética porque foi obtida a partir de um cromossomo sintético, feito com quatro substâncias químicas em um sintetizador químico, seguindo informações de um computador", disse Venter.
"Isto se torna um instrumento poderoso para que possamos tentar determinar o que queremos que a biologia faça. Temos uma ampla gama de aplicações (em mente)", disse.
Os pesquisadores planejam, por exemplo, criar algas que absorvam dióxido de carbono e criem novos hidrocarbonetos. Eles também estão procurando formas de acelerar a fabricação de vacinas.
Outros possíveis usos da técnica seriam a criação de novas substâncias químicas, ingredientes para alimentos e métodos para limpeza de água, segundo Venter.

Estudo
No experimento, os pesquisadores sintetizaram o genoma da bactéria M. mycoides, adicionando a ele sequências de DNA como "marcas d'água" para que a bactéria pudesse ser distinguida das naturais (não sintéticas).

Como as máquinas sintetizadoras atuais só são capazes de juntar sequências relativamente curtas de letras de DNA de cada vez, os pesquisadores inseriram as sequências mais curtas em células de fermento. As enzimas de correção de DNA presentes no fermento juntaram as sequências.
Depois, as sequências de tamanho médio foram inseridas em bactérias E. coli, antes de serem transferidas de volta para o fermento.
Após três rodadas deste processo, os pesquisadores conseguiram produzir um genoma com mais de um milhão de pares de bases de comprimento.

Concluída essa fase, os cientistas implantaram o genoma sintético da bactéria M. mycoides em outro tipo de bactéria, a Myoplasma capricolum.
O novo genoma assumiu o controle das células receptoras. Embora 14 genes tenham sido apagados ou alterados na bactéria transplantada, as células apresentaram a aparência de bactérias M. mycoides normais e produziram apenas proteínas M. mycoides, segundo os autores do estudo.

Repercussão
Em entrevista à BBC, o especialista em biologia sintética Paul Freeman, codiretor do EPSRC Centre for Synthetic Biology do Imperial College, em Londres, disse que o estudo de Venter e sua equipe pode marcar o início de uma nova era na biotecnologia.
"Eles demonstraram que o DNA sintético pode assumir o controle e operar as funções da nova célula receptora em termos de replicação e crescimento", disse Freeman.
Freeman lembra que a célula receptora é uma célula natural, não sintética, mas "o que Venter e sua equipe mostraram é que, após o transplante e várias divisões celulares, a célula receptora assumiu algumas das características ou fenótipo do novo genoma nela inserido".
"É um avanço extraordinário, oferecendo uma prova de que, em teoria, é possível que genomas inteiros sejam sintetizados quimicamente, montados e implantados em células receptoras".
"Claro que precisamos ter cautela, já que não temos certeza de que essa abordagem funcionaria em genomas maiores e mais complexos".
"Ainda assim, este avanço representa um marco na nossa capacidade de criar células feitas pelo homem para fins estabelecidos pelo homem", concluiu Freeman.
O estudo de Venter e sua equipe foi financiado pela empresa Synthetic Genomics. Três dos autores e o J. Craig Venter Institute possuem ações da companhia.
O instituto fez pedidos de patente para algumas das técnicas descritas no estudo.

Fonte: Uol

PARA MAIORES INFORMAÇÕES: http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1595555-17665-310,00.html

domingo, 28 de março de 2010

Expedição parte em busca de 'ilha de lixo' maior que o Texas no Pacífico

Uma equipe de cientistas e ambientalistas parte neste final de semana da cidade de San Francisco, nos Estados Unidos, em busca do que alguns chamam de "A Ilha do Lixo" - um redemoinho de lixo no Oceano Pacífico formado por mais de seis milhões de toneladas de plástico.

A "ilha", também chamada de "Mancha de Lixo do Pacífico Norte" flutua à deriva entre a Califórnia, nos Estados Unidos, e o Japão.

O redemoinho foi descoberto em 1997 pelo oceanógrafo Charles Moore. Ele ignorou os alertas de não passar pela região, onde faltam ventos e correntes, e acabou descobrindo o acumulado de lixo.

Durante a viagem, o oceanógrafo encontrou pedaços de garrafas, sacos plásticos, seringas e uma variedade enorme de outros objetos de plástico em vários estados de conservação, já que, devido à ação do sol e dos ventos, o material se desintegra em fragmentos pequenos que flutuam durante anos, obedecendo às correntes marítimas.

O plástico tem origem na atividade no continente, principalmente nas áreas costeiras. O material também chega ao oceano por meio dos rios. Os ventos e as correntes empurram o plástico até o redemoinho no Pacífico Norte.

A desintegração do plástico em partículas microscópicas, algumas infinitamente menores do que um grão de areia, faz com que esta mancha, cujo tamanho é duas vezes maior que a superfície do Estado americano do Texas, seja quase impossível de ser localizada com radares ou tecnologia de satélite.

Um dos barcos do Projeto Kaisei

Duas embarcações participam da expedição ao Pacífico Norte

'Sopa plástica'

Ao sair em busca do redemoinho a equipe de cientistas e ambientalistas do Projeto Kasei desafia fatos como a localização imprecisa e a decisão do que fazer quando finalmente ficarem frente a frente com esta gigantesca coleção de lixo.A expedição visa estudar a composição desta "sopa plástica" (outro apelido que recebeu a "ilha"), o nível tóxico de seus componentes, seu efeito sobre a vida marinha e seu papel na cadeia alimentar.O líder do projeto, Doug Woodring, explicou à BBC que o mais difícil será coletar amostras sem capturar espécies marinhas.

"Teremos que utilizar tecnologias diferentes, dependendo do volume de resíduos por quilômetros quadrado. Também contamos com redes de tamanhos diferentes", afirmou.

"A ideia é, primeiro analisar do que se trata e, depois, discutir a melhor maneira de lidar com ela (a "ilha de lixo")", acrescentou Woodring, que acredita que uma alternativa seria "transformar o lixo em diesel combustível".

Apesar de a "ilha" ter sido descoberta há mais de uma década, ninguém até o momento tomou medidas para resolver o problema. Para Woodring, no entanto, este fato não é surpreendente.

"O problema principal é que (a "ilha de lixo") está em águas internacionais. Ninguém passa pelo local, não está nas principais rotas comerciais, não está sob nenhuma jurisdição e o público não sabe de sua existência", afirmou.

"Por isso, nenhum governo é pressionado, nenhuma instituição é pressionada a resolver este problema. É um pouco parecido com o que acontece com o lixo espacial", acrescentou.

Consequências

Apesar de este gigantesco depósito de lixo estar a uma distância relativamente "cômoda", as consequências de sua existência afetam a todos.Os peixes pequenos, por exemplo, confundem as partículas plásticas com alimentos. Muitos morrem depois de ingerir estes fragmentos, que também agem como esponjas, absorvendo substâncias tóxicas e metais pesados.Mas, outros peixes sobrevivem e, quando são ingeridos por animais maiores, transformam o plástico em parte da cadeia alimentar.Dois barcos participam da expedição, o Kaisei e o New Horizon, e eles voltarão à costa dentro de um mês. Quem quiser acompanhar as descobertas realizadas durante a expedição pode acessar a página do projeto na internet.


Fonte: BBC Brasil