terça-feira, 5 de maio de 2009

Alemanha autoriza testes para injeção de CO2 no subsolo

Pessoal, essa reportagem mostra a tentativa dos diferentes países em lidar com a questão do aumento na concentração de gás carbônico atmosférico e suas consequências para o clima mundial.
Vale a pena dar uma lida por ser um tema recorrente nos vestibulares!!!!!
Boa leitura!!


A tecnologia foi criticada por algumas organizações ambientalistas , por conta do risco de vazamentos.

BERLIM - O governo alemão aprovou um projeto de lei que permitirá o desenvolvimento de um programa de testes em três depósitos para o armazenamento subterrâneo permanente do dióxido carbono, o principal gás causador do efeito estufa, gerado por usinas produtoras de eletricidade.
"As centrais elétricas de carvão só têm futuro se forem prejudiciais para o meio ambiente", afirmou o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, na companhia do ministro da Economia, Karl-Theodor zu Guttenberg.

A tecnologia, chamada Captura e Armazenagem de Carbono (CCS, na sigla em inglês) pode, na opinião de Gabriel, oferecer uma nova perspectiva para as centrais termelétricas que queimam carvão.

O Grupo dos Oito países mais industrializados, o G8, do qual a Alemanha faz parte, concordou, no ano passado, em estabelecer pelo menos 20 centrais de testes dessa tecnologia, até 2010, para estabelecer sua viabilidade comercial até 2020.
A CCS consiste na captura das emissões de contaminantes industriais, para evitar que cheguem à atmosfera, e sua transferência, por meio de gasodutos, para antigos poços de gás ou petróleo.

A tecnologia foi criticada por algumas organizações ambientalistas que chama atenção para os riscos de vazamento dos gases para a atmosfera ou de contaminação do subsolo.
O ministro alemão disse que a aprovação dos testes não representa "um cheque em branco", afirmando que a lei estabelece padrões elevados de segurança ambiental.

Segundo estudos da Agência Internacional de Energia (AIE), a captura e armazenagem de carbono poderia responder por 20% do esforço necessário para reduzir as emissões de CO2 até 2050.

FONTE: ESTADO DE S. PAULO

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